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Sem títuloOs economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa de inflação para este ano, que passou de 6,6% para 6,67%, segundo pesquisa conduzida pelo Banco Central na semana passada com mais de 100 instituições financeiras. Essa foi a terceira alta seguida da previsão.

 

O levantamento dá origem ao relatório de mercado, também conhecido como Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central. Para 2016, a expectativa de inflação do mercado financeiro permaneceu em 5,7% na última semana, informou o BC.

 
Com isso, a estimativa do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015 segue acima do teto do sistema de metas. A meta central de inflação para este ano e para 2016 é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para mais ou para menos. O teto do sistema de metas, portanto, é de 6,5%. Em 2014, a inflação somou 6,41%, o maior valor desde 2011.
Produto Interno Bruto

 
Para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, os economistas reduziram a estimativa de alta de 0,4% para 0,38% na última semana – na terceira queda consecutiva. Para 2016, a estimativa de expansão da economia ficou estável em 1,8%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o crescimento da economia.

 
No fim de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira saiu por pouco da recessão técnica no terceiro trimestre de 2014 – quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% na comparação com o trimestre anterior. De janeiro a setembro, a economia teve expansão de 0,2% frente ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado em quatro trimestres até setembro, a alta foi de 0,7%.

 
Taxa de juros
Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que avançou para 11,75% ao ano no fim do ano passado, a expectativa do mercado é de um novo aumento nesta semana, para 12,25% ao ano. A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada na noite da próxima quarta-feira (21). Para o fechamento de 2015, a estimativa continuou em 12,50% ao ano.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. Em 2015 e 2016, a meta central é de 4,5% e o teto é de 6,5%.

 
Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 2,80 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 2,83 para R$ 2,85 por dólar.

 

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 permaneceu estável em um superávit de US$ 5 bilhões. Para 2016, a previsão de superávit comercial avançou de US$ 10 bilhões para US$ 13 bilhões.

 
Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil caiu de US$ 60 bilhões para US$ 58,2 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável também em US$ 60 bilhões.

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