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dilma_no_rioA presidente Dilma Rousseff pediu nesta quinta-feira (12), após visita ao Porto do Futuro, no Rio de Janeiro (RJ), que “todo mundo pegue junto” para o Brasil voltar a crescer. No discurso, ela citou as medidas de ajuste fiscal do governo, afirmou que o país passa por momento de dificuldade “conjuntural” na economia, mas ressaltou a “base sólida” para enfrentar a crise.

 

 

Ao chegar ao evento, a presidente foi aplaudida de pé pela plateia, formada por operários, empresários e políticos, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador do estado, Luiz Fernando Pezão. Antes de iniciar o seu discurso, a presidente tirou fotos com os presentes e um dos operários fez uma oração para ela.

 

“Eu espero que o Brasil esteja e farei de tudo para o Brasil estar no ritmo de crescimento. Conto com todo mundo para que isso aconteça, conto com governadores, prefeitos conto com os investidores, empresários e com a imprensa, com o Congresso, óbvio, e com o Judiciário, porque não tem como um país crescer sem todos nós pegando junto”, disse a presidente.

 

 

No discurso, a presidente frisou o momento econômico pelo qual o país passa e afirmou que os empresários não investiriam no Brasil se achassem que “não tem futuro”.

 

 

“Nosso país está passando por um momento de dificuldades conjunturais, mas nós somos um país que tem uma base sólida. Nenhum empresário decide investir em uma obra como essa [o porto] sem estudo prévio, se achar que o Brasil não tem futuro. E nós estamos no Porto do Futuro porque o Brasil tem condições de crescer e gerar emprego e renda”, disse.

 

 

Ao dizer que o Brasil passa por um “momento de dificuldade”, Dilma assegurou que o governo “esgotou” todos os recursos de combate à crise econômica, iniciados em 2009.

 

 

“O que nós estamos fazendo é o que todo mundo faz quando se trata da sua casa quando há algum problema. Nós estamos reajustando nossas contas para prosseguir crescendo. Acreditamos que isso se dará nos próximos meses, chegando ao final do ano, afinal, esse ajuste que estamos fazendo visa fortalecer a nossa base, os nossos fundamentos econômicos”, disse.

 

 

Manifestações
Assim como fez nesta quara (11), a presidente comentou as manifestações programadas para o próximo fim de semana contrárias ao governo. Ela voltou a dizer que é de uma época em que a população não podia organizar protestos e quem o fizesse era preso.

 

 

“A gente tem que olhar com absoluta tranquilidade. Todas as pessoas têm direito de se manifestar, de criticar quem quer que seja. Só tem uma coisa que nenhum de nos pode aceitar, que isso [os protestos] se transforme em violência contra pessoas”, afirmou.

 

 

Concessões
No discurso, a presidente comentou ainda as concessões que o governo deverá fazer em algumas áreas como aeroportos, ferrovias e hidrovias. Ao citar, que aeroportos do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Viracopos, São Gonçalo do Amarante e Minas Gerais já forma concedidos, ela disse que o governo estudando “várias alternativas”.

 

 

“Algumas já [estão] em nível maior de definição, mas ainda estão em discussão, como Rio Grande do Sul, Bahia e Santa Catarina”, disse.

 

 

Ao falar sobre as concessões, Dilma ainda citou “novo mapa logístico” para o país. Uma das mais importantes consequências disso será um surgimento de um novo mapa logístico, uma nova configuração da logística no Brasil. E a implantação de várias alternativas, a racionalização de custos e a racionalização, também, dos transportes pelo Brasil afora”, afirmou.

 

 

Porto do Futuro

 
A presidente Dilma inaugurou nesta quinta-feira a primeira etapa das obras de expansão do porto do Rio de Janeiro, trecho conhecido como Porto do Futuro. Os investimentos na obra somam R$ 1,8 bilhão – sendo R$ 1 bilhão privado e R$ 800 mil do poder público.

 

 

Ao todo, serão gerados cinco mil postos de trabalho diretos e indiretos. O Rio de Janeiro é o segundo maior importador do país, com R$ 21,7 bilhões em 2014. O estado está entre os dez principais portos do Brasil, e o aumento da capacidade de carga terá impacto direto sobre os setores farmacêutico, automotivo, de óleo e gás, químico e siderúrgico.

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