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yellenO Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) decidiu nesta quarta-feira (17) manter inalterada a taxa básica de juros do país, hoje no piso histórico entre 0 e 0,25%. Dos 17 participantes do comitê, no entanto, 15 indicaram que os juros devem subir ainda em 2015 – no que seria a primeira elevação em nove anos.

 

 

A taxa básica de juros dos EUA (equivalente à Selic brasileira), vem sendo mantida no piso histórico desde o final de 2008, quando foi reduzida para dar fôlego à economia norte-americana durante a crise financeira internacional.

 
Em comunicado divulgado ao final da reunião de dois dias, o Fed afirmou avaliou que a economia dos Estados Unidos está crescendo moderadamente após a fraqueza vista no inverno e provavelmente está forte o suficiente para aguentar um aumento de juros até o fim do ano.

 
“O crescimento no consumo das famílias tem sido moderado, e o setor imobiliário tem mostrado alguma melhora”, diz o texto. “O comitê espera que, com a acomodação apropriada, a atividade econômica vai se expandir de forma moderada, com os indicadores do mercado de trabalho continuando a se mover em direção a níveis que o comitê julga consistentes com suas obrigações”.

 
No texto, no entanto, o Fed ressalta que, mesmo depois que o emprego e a inflação estiverem em patamares considerados adequados, as condições econômicas poderão, por algum tempo, determinar a manutenção da taxa de juros “abaixo dos níveis que o comitê julga adequados no longo prazo”.

 
Mais tarde, em entrevista coletiva, a chair do Fed, Janet Yellen, enfatizou que a decisão sobre os juros ainda está no ar e agora depende principalmente de melhoras no mercado de trabalho. Ela disse querer “mais evidências decisivas” de recuperação e de que os salários vão avançar em velocidade maior do que o atual “ritmo contido”.

 
Revisão do crescimento
Em suas projeções, as autoridades do Fed reduziram as expectativas para o crescimento do PIB em 2015 após levarem em conta um início fraco do ano. A economia dos EUA agora caminha para crescer entre 1,8% e 2% neste ano, de acordo com o comunicado.

 
Foi a segunda vez desde dezembro que o banco central reduziu a estimativa para o PIB deste ano. Em março, as autoridades do Fed haviam projetado que a economia cresceria entre 2,3% e 2,7% neste ano.

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