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cruzeiro2-300x300Engana-se quem pensa que Marinho é um jogador folclórico. A entrevista polêmica que deu, quando ainda estava no Ceará, depois de uma partida contra o Santa Cruz, pela Série B, deixou a impressão de que o atacante era mais uma destas figuras tão comuns no futebol. Mas foi só impressão mesmo. Marinho tem se mostrado, a cada dia, um atacante consciente e esclarecido, com opiniões fundamentadas e expostas de maneira clara e objetiva. Tanto que será uma espécie de auxiliar de Vanderlei Luxemburgo na próxima partida, contra o Sport. Marinho defendeu o Náutico ano passado e conhece bem de perto o adversário de domingo.

 
– Ano passado, joguei umas quatro vezes contra eles. É um time de muita qualidade, que manteve muitos jogadores e o treinador Eduardo Baptista. É uma equipe que vem bem no campeonato, mas temos que usar esse jogo com inteligência, saber jogar lá, não sair para o ataque o tempo inteiro. O professor Luxemburgo vai achar a melhor solução para vencer lá.

 

 

 

A má fase do Cruzeiro, apenas o 13º colocado no Brasileirão, está incomodando muito o atacante, que lamenta os últimos resultados e os erros do time que estão permitindo que as derrotas aconteçam.

 

 
– O detalhe é que, às vezes, o adversário tem uma oportunidade e mata o jogo, e nós criamos várias oportunidades e as coisas não acontecem. Mas falta mais em todos os aspectos, o professor cobra muito, e temos que voltar a jogar um futebol bonito para sair desta situação incômoda.

 
Marinho espera que os jogadores aumentem o esforço em campo, porque, segundo ele, apenas o que está sendo apresentado, não está sendo suficiente para que o Cruzeiro vença e deixe a má fase.

 
– Quando falo em dar um pouco mais é porque as vitórias não estão vindo. É se dedicar mais, sair de campo no limite, sair esgotado do jogo. Daí, quando se sai com resultado positivo, a gente verá que valeu a pena.

 
O atacante cita um exemplo de sua própria trajetória. No dia 18 de março deste ano, num clássico entre Ceará e Fortaleza, Marinho escondeu dos médicos que estava com febre e entrou em campo debilitado.

 
– Estava com febre e não avisei aos médicos, porque era clássico contra o Fortaleza eu estava vindo de uma sequência boa. Dentro de campo, aos 38 minutos do primeiro tempo, passei mal e desmaiei. Fique uns três ou quatro dias no hospital tomando soro.

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