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Mãe de Kaique Augusto volta atrás e diz que filho cometeu suicídio




kaique augusto Mãe de Kaique Augusto volta atrás e diz que filho cometeu suicídioA mãe de Kaique Augusto Batista dos Santos, jovem homossexual de 16 anos, encontrado morto na região central de São Paulo na madrugada do dia 11 de janeiro, voltou atrás em seu depoimento. Numa coletiva realizada na tarde desta terça-feira (22), no escritório paulistano de seu advogado, Isabel Cristina Batista afirmou estar convencida de que o filho cometeu suicídio, e não foi vítima de um ataque homofóbico, como ela e outros familiares de Kaique haviam aventado.

 

 

Isabel e o advogado da família Ademar Gomes disseram que Kaique sofria de um quadro de depressão por conta de um amor não correspondido por outro rapaz. Segundo os dois, essa decepção amorosa teria motivado o suicídio. Eles chegaram a essa conclusão depois de ler o diário do adolescente e também por testemunhos de amigos e parentes.

 

 

“Está sendo muito difícil porque eu não sabia que ele estava com depressão. No diário, ele falou que se sentia muito sozinho”, contou Isabel, que não morava com o filho. Para ficar mais próximo do trabalho,  Kaique vivia com amigos.  “Estávamos nos ajeitando para voltar a morar juntos”, explicou a mãe, que trabalha como cabeleireira.

 

No entanto, Isabel não teve acesso ao diário.  “A polícia e o meu advogado que leram”, relatou a cabeleireira, bastante emocionada.  O advogado Gomes explicou a diferença nos dois depoimentos dos familiares. Segundo o jurista, o fato da polícia ter classificado rapidamente a morte de Kaique como suicídio, sem maiores esclarecimentos, fez a família do jovem suspeitar de um possível crime de ódio.

 

 

Gomes se desculpou com as facções que foram ventiladas como autoras da morte e também com as autoridades policiais. “Pedimos desculpas à policia e aos grupos como skinheads que foram apontados como autores do crime”, declarou o criminalista.

 

 

O laudo médico do IML (Instituto Médico Legal) sobre o suposto suicídio de Kaique deve ficar pronto entre 15 e 30 dias. Segundo o advogado, existe um vídeo do jovem caminhando a 50 metros do local de sua morte.  “Havia sinais de que ele estava embriagado”,  disse Gomes.

 

 

Kaique foi encontrado morto na Avenida 9 de Julho, na madrugada de 11 de janeiro, um sábado. O corpo dele estava com vários traumatismos e os seus dentes estavam quebrados. O jovem havia sido visto pelos amigos horas antes numa festa num clube do Largo do Arouche, também no centro paulistano.

 

 

De acordo com os amigos de Kaique, ele havia perdido documentos e celular e saiu da festa para procurá-los. O rapaz se perdeu deles e não foi mais visto vivo desde então. Segundo Gomes, a presença de uma suposta barra de ferro numa das pernas do adolescente não foi encontrada e essa informação foi descartada pela investigação.

 

 

No final da coletiva, Isabel agradeceu à policia e ao advogado pela investigação, ressaltando que Kaique era bem aceito por sua família. “Eu sou cabeleireira, sempre tive contado com gays. Na minha casa não tinha preconceito”, esclareceu.

 

 

Sem indícios de homicídio

Procurada pela reportagem do iGay, a Polícia Civil de São Paulo reforçou a hipótese de que Kaique tenha cometido suicídio pulando do viaduto na Avenida 9 de Julho, afirmando que não há índícios de que a morte dele tenha sido um homicídio.  De acordo com a assessoria de comunicação do órgão, laudos prévios apontam que Kaique caiu de pé,  fraturando os dois joelhos.

 

 

O objeto apontado como barra de ferro seria na verdade um osso fraturado, localizado a 15 centimetros acima dos joelhos.  A queda do viaduto também justificaria os dentes quebrados do adolescente.

 

 

Ainda segundo a assessoria do Polícia Civil, o namorado de Kaique e um porteiro de um prédio confirmaram a informação de que o jovem estava alcoolizado.

 

 

(iGay)

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