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A desativação do projeto Território Aliança pelo Governo do Estado foi apontada por diversos representantes de entidades como sendo um grande gargalo na continuidade do tratamento de viciados em drogas nos municípios mineiros. O assunto foi tratado durante audiência pública da Comissão de Prevenção e Combate ao Uso de Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta terça-feira (1/9/15)

 

 

O projeto, que fazia parte do Programa Aliança pela Vida, foi inspirado no Consultório de Rua do Ministério da Saúde e prestava atendimento às pessoas em situação de rua. De acordo com o psicólogo do Centro de Reintegração Social Beija Flor de Oliveira (Centro-Oeste), Paulo Augusto Sardinha, o fato do projeto ter “acabado do nada” deixou muitos dos usuários “perdidos, sem referência”. “Essa perda fez com que parassem de procurar ajuda porque, na percepção deles, não há mais para onde ir”.

 

 

A assistente Social do Centro de Reintegração de Carmo da Mata (Centro-Oeste), Juliana Biancardi, falou que o Centro tem encontrado restrições na busca pelos dependentes. “Estamos tendo dificuldade na articulação das políticas, na parceria com os demais serviços. E sozinhos é muito difícil construirmos algo”.

 

 

O coordenador da Casa de Acolhimento Casa Azul, Almir Alves dos Santos, contou que as poucas comunidades terapêuticas que conseguiram se adequar às exigências do Governo para realizarem os tratamentos estão enfrentando resistência. “Está faltando verba. As comunidades estão sendo tolhidas. E esses eram locais que recuperavam as pessoas. É uma coisa muito triste”.

 

 

A terapeuta ocupacional do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Outras Drogas (Capes AD III) em Oliveira, Petrina Carvalho de Oliveira, pediu o fim da “rixa” com as comunidades, por acreditar na eficiência de uma rede interligada para a prestação dos atendimentos. “Só vai funcionar se tivermos a promotoria, o programa Saúde da Família, a população participando, e as comunidades também, claro. Tem muitas cidades nas quais essas clínicas são mais bem equipadas do que o poder público. Porque eles não podem fazer atendimentos?”.

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