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Arte-tumbA Comissão Extraordinária do Idoso foi instalada no dia 11 de novembro com a presença do secretário de Estado de Direitos Humanos Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda; do secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (SEDESE); do Procurador de Justiça, Bertoldo Mateus de Oliveira Filho, representando o Ministério Público; de vários deputados que fazem parte da comissão e de representantes dos idosos. No dia 18 de novembro foi realizada a primeira reunião oficial para definir a estratégia dos trabalhos que serão desenvolvidos durante a sua vigência.

 

 

A deputada Geisa Teixeira, membro efetivo da comissão, apresentou requerimento ao presidente, deputado Isauro Calais, propondo a realização de um debate público no plenário da Assembleia Legislativa, para ouvir os segmentos envolvidos com a proteção do idoso no Estado de Minas Gerais. Além disso, requereu informações sobre os resultados da 4ª Conferência Estadual da Pessoa Idosa, realizada nos dias 7 e 8 de outubro de 2015, em Caeté.

 

 

Segundo a deputada, o crescimento da população de idosos no estado e no país, exige que se faça uma discussão ampla sobre a situação em que se encontra este setor importante da sociedade, apesar das políticas públicas existentes.

 

 

 

De acordo com documento elaborado pela Gerência-Geral de Consultoria Temática da ALMG, o envelhecimento da população é um fenômeno mundial. No Brasil, em 2013, eram 26,2 milhões de pessoas, 13% da população. Estima-se que em 2040 sejam 55 milhões, 26,8%. O número de pessoas com mais de 80 anos teve um aumento acentuado. No ano 2000, era de 1,8 milhão de pessoas. Em 2040, serão 13 milhões de pessoas. Minas Gerais segue a tendência nacional. Em 2013, eram 2,7 milhões (13,6%).

 

 

Além disso, cresce a feminização da população idosa. Há mais mulheres idosas do que homens. Em 2011, entre a população de 0 a 59 anos, 50,2% eram mulheres. Em 2014, a porcentagem de mulheres aumentou para 55%, na faixa de 60 a 79 anos e para 58,5% nas idades mais avançadas (acima de 80 anos).

 

 

 

“Os indicadores mostram que as mulheres de idade avançada estão mais expostas à pobreza e à solidão. O problema assume proporções desafiadoras, pois extrapola as desigualdades verificadas na vida social”, afirma a deputada.

 

 

Violência contra o idoso é recorrente

 

 

Notícias de maus tratos, abandono e todo tipo de violência, são recorrentes. As principais denúncias são: negligência (68,7%); maus tratos psicológicos (59,3%); abuso financeiro e econômico ( 40,1%), e agressões físicas (34%).

 

 

As tentativas de suicídio e suicídio consumado e autonegligência são comuns entre os idosos. Suicídios representaram 8% do total de mortes violentas em 2011. Nas faixas de 60 a 69 anos, os suicídios de homens correspondem a 9,2% e de mulheres, 7,8%. De 70 a 79 anos foram 8,8% de homens e 3,7% de mulheres. De 80 anos ou mais os homens representaram 4,9% e as mulheres apenas 0,7%.

 

 

 

“Somos agentes políticos que têm o papel fundamental de defender a sociedade. Temos que fazer a nossa parte com atitudes e ações que promovam a proteção dos nossos idosos, pois eles são os nossos exemplos de vida”, encerra a deputada Geisa Teixeira.

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