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site_denuncias_acidenteitaunaO jovem Rodrigo de Moreira Carvalho, de 23 anos, atropelado enquanto conduzia uma moto em um cruzamento de Itaúna, morreu nesta sexta-feira (9), em um hospital da cidade. Desde o acidente, o jovem foi mantido hospitalizado em Itaúna e em Belo Horizonte, para onde foi levado em estado grave no dia 13 de outubro de 2013. Os Suspeitos do atropelamento foram identificados na época e aguardam decisão da Justiça em liberdade.
Na ocasião, Rodrigo teve traumatismo craniano, ferimentos na bacia, na perna e complicações no pulmão. Ele passou por uma cirurgia e seguiu internado em recuperação, quando meses depois, foi levado para uma unidade em Itaúna. Nos últimos dois meses permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (CTI) em estado grave, segundo informações repassadas pela unidade.
A reportagem entrou em contato com a família e foi informada que o corpo de Rodrigo foi enterrado por volta das 10h deste sábado (10), em Itaúna.
Acidente
O acidente ocorreu quando Rodrigo voltava de moto de uma festa em que trabalhou na madrugada do dia 13 de outubro, quando, em um cruzamento na Avenida Jove Soares foi atingido por um carro em alta velocidade, que fugiu em seguida. Revoltada com o fato do motorista ter fugido, após passar o susto do acidente, a família decidiu criar o site “Ajude o Diguinho” [atualmente fora do ar] com várias informações para receber denúncias anônimas.

 

Criado por um primo de Rodrigo, Douglas Moreira, que é formado em ciências da computação, o site teve a intenção de buscar ajuda. “Começamos a pedir ajuda pelo facebook, depois que conseguimos imagens e informações do veículo pensei em fazer o site para receber denúncia tendo a esperança de que alguém pudesse identificar o carro ou pudesse ter alguma informação sobre o caso”, disse.
No site continha informações do acidente, fotos e as imagens cedidas por comércios que ficam próximos ao local do ocorrido, além de um espaço para fazer a denúncia. Com apenas quatro dias no ar ele chegou a ter 1.300 acessos.
A ideia do primo da vítima deu certo e ajudou a Polícia Civil a identificar os suspeitos. Contudo, segundo o delegado, que na ocasião conduziu as investigações, Artur Alberto Neves Vieira, os suspeitos se entregaram na delegacia, mas não foram presos. “Identificamos os suspeitos, mas na época com 22 e 24 anos, eles se entregaram e confessaram que fugiram por medo de serem linchados, pela colaboração e diante da legislação não foi possível pedir prisão preventiva”, afirmou.
Ainda segundo o delegado Wesley Castro, crimes culposos, sem a intenção de matar, não cabem prisão preventiva, a pena é baixa e não chega a levar os suspeitos a cárcere. Portanto, com os suspeitos em liberdade, o inquérito foi encerrado e o caso foi direcionado à Justiça. Agora, como explica Arthur, o caso é de responsabilidade do Ministério Público. “Havendo nexo entre o acidente e a morte, há o que é chamado de mudança de capitulação, fica a cargo do Ministério Público processar e pedir a prisão preventiva dos suspeitos, já que o cenário mudou”, concluiu Vieira.

 

 

G1

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