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vice-governador_de_minasPrefeitos de cidades do Centro-Oeste, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba se reuniram nesta quarta-feira (4), em Belo Horizonte, para discutir a implantação de um gasoduto que deverá ser o maior do Brasil. O lançamento do projeto Novo Gás Oeste ocorreu na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Na terça-feira (3) em Uberaba, o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, afirmou que “o gasoduto vai ser construído no eixo mineiro”.

 
A obra vai ligar Queluzito, na região metropolitana, ao Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Serão 450 quilômetros de tubos. A obra vai passar pelo Centro-Oeste mineiro e servirá para abastecer a fábrica de amônia da Petrobras em Uberaba.

 
Participaram da comitiva os prefeitos Paulo Piau, de Uberaba, Vladimir Azevedo, de Divinópolis; Antônio Júlio, de Pará de Minas; Osmando Pereira, de Itaúna, Valéria Aparecida Santos de Juatubae o vice-prefeito de Ubrelândia, Paulo Vitello. Os políticos visitaram as sedes da Fiemg e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

 
O prefeito de Uberaba demonstrou confiança na instalação do gasoduto. “Estamos confiando que o gasoduto saia do papel, porque temos uma planta de amônia da Petrobras sendo construída, já com 800 trabalhadores. Portanto, um projeto que não tem volta. O Brasil precisa de fertilizante, pois estamos importando 65% dos fertilizantes que consumimos. Produzir amônia e ureia é fundamental”, ressaltou.

 

 

Vladimir Azevedo explicou que Divinópolis não poderia perder a oportunidade de participar do projeto. “Minas merece esse novo ciclo. Não poderíamos perder a oportunidade desse investimento de R$ 2 bilhões que vai gerar tantos empregos nas obras. O gasoduto vai significar um avanço para os setores metalúrgico, têxtil e ceramista. É uma matriz energética segura, mais barata e mais limpa ambientalmente. Estamos muito empenhados neste encontro para garantir esse investimento em um curto espaço de tempo para as empresas mineiras”, disse.

 
O presidente regional da Fiemg, Afonso Gonzaga, afirmou que considera o gasoduto como um dos maiores investimentos das últimas três décadas. “O projeto é o mais importante dos últimos 30 anos. Estamos recebendo uma terceira fonte energética, proporcionando que Divinópolis e mais 29 cidades estejam na vitrine do desenvolvimento e dando à indústria uma melhor opção em termos de produção. Quando a investimento, o gás natural com certeza vai nos proporcionar uma redução de custos de cerca de 70%”, disse.

 
O presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, destacou que os municípios precisam trabalhar e conseguir o apoio dos mineiros. “O gasoduto é uma grande oportunidade e nós temos que batalhar. Temos que colocar a população mineira favorável a isso antes que alguém arranje um outro caminho”, ressaltou.

 

 

Na noite desta terça-feira (3), o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, esteve em Uberaba para participar da cerimônia de entrega da Comenda da Paz Chico Xavier. Na ocasião, ele citou a construção do gasoduto como forma de viabilizar a fábrica de amônia em Uberaba e falou sobre a importância da obra para o crescimento da região. “O gasoduto vai ser construído no eixo mineiro. É uma prioridade para nós mineiros e é uma prioridade para o Triângulo”, afirmou.

 
Entenda o projeto

 
O Novo Gás Oeste tem previsão de investimentos que chegam a R$ 4 bilhões e deverá beneficiar municípios do Centro-Oeste, Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro. Serão 450 quilômetros de gasoduto de distribuição e investimentos de R$ 3,8 bilhões, sendo que R$ 1,8 bilhão nos dutos e R$ 2 bilhões por parte da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados, em Uberaba.

 
A obra deverá gerar 3,7 mil empregos, beneficiando 55 municípios indiretamente, com uma população estimada em 2,3 milhões de habitantes. De acordo com as projeções, as regiões beneficiadas têm um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 106 bilhões, que representa 25% das riquezas de Minas Gerais.

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