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hakunaUm texto de Freud achado na internet diz: delírio paranoide: o indivíduo se sente especialmente perseguido e ameacado por outros – a terrível mania de perseguicao que consome e destrói.

 

 

O vereador Marcinho Hakuna disse nesta quinta-feira (19), após tomar conhecimento de texto divulgado pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura (ASCOM), que o trabalho de fiscalizador do vereador não pode ser cerceado e que não vê motivos do alarde que o prefeito fez com relação à sua atuação na apuração de denúncias de irregularidades nos processos de retificação de áreas urbanas. O vereador requisitou, através de ofício (GVMGP n° 09/2015), no dia 03 de março, cópia em inteiro teor, acerca do processo administrativo 4511/2013, que versa sobre retificação de terreno urbano, realizado no início do atual mandato. Quando da leitura, o Vereador procurou não expor a quem quer que seja.

 

 

“A pessoa que está administrando um município de quase cem mil habitantes, pelo quarto mandato, acredita que estamos vivendo nas décadas passadas, quando não haviam contestações por parte de ninguém e o acesso às informações era restrito. Os tempos mudaram e ele precisa aceitar isso. O que eu não entendo, é como uma averiguação de praxe no meio legislativo, feita dentro dos parâmetros legais, está deixando o senhor prefeito tão preocupado a ponto de gastar inúmeros telefonemas, textos para a mídia impressa e entrevista para a TV?”, questiona o vereador.

 

 

A questão só veio ao conhecimento do público durante a reunião plenária da Câmara Municipal da terça-feira (10/03), quando fez uso da tribuna livre a cidadã Cristina Maria Campos Nepomuceno (cunhada do Prefeito), que em seu depoimento, denunciou o vereador Marcinho Hakuna por possível falta de decoro por investigar o supramencionado processo, depoimento este, que despertou o interesse de veículos de comunicação do município, sendo inclusive motivo de manchetes de alguns deles. Até então o vereador não havia realizado nenhuma denúncia, uma vez que estava apurando as informações.

 

 

Cabe ressaltar, que o vereador foi acionado para investigar o mencionado procedimento por meio de denúncia, e que a realiza sob a prerrogativa de vereador tratando de assunto de interesse coletivo, uma vez que outras famílias também buscam urgentemente a regularização da retificação do registro de seus imóveis para fins diversos.

 

 

No conteúdo do release veiculado pela ASCOM nesta última quinta-feira (19), o texto afirma que o vereador usou de falsa identidade e abusando do Poder Político “para conseguir acesso à documentação de um processo administrativo de um particular”. É oportuno salientar, que o vereador não procedeu de tal maneira, visto que o mesmo possui imunidade absoluta por suas opiniões, palavras e votos, na Câmara ou em qualquer lugar do município, como disposto no artigo 29, IV, da Constituição Federal de 1988 e artigo 60 da Lei orgânica de Itaúna. Sendo assim, não haveria motivos que levassem o vereador a se passar por outra pessoa, mesmo porque os processos administrativos são públicos e estão a disposição, para analise no local, por qualquer cidadão. Sem contar o fato de que a Srª. Chris Campos foi mal instruída e é incoerente quando alega falsa identidade e ao mesmo tempo que houve abuso de poder. Esta se contradizendo por completo.

 

 

No que tange às investigações do processo 4511/2013, o vereador Marcinho Hakuna informa ainda, que aguarda as informações solicitadas junto à atual administração da Prefeitura e que as mesmas estão dentro do prazo de resposta estipulado na Lei Orgânica Municipal. Lei está que prevê em seu artigo 83, que os questionamentos dos vereadores devem ser respondidos pelo chefe do Executivo no prazo de trinta dias, não havendo dispositivo que diga que este deva espernear frente às indagações dos vereadores.

 

 

O tempo mostrará a verdade.

 

Ass. Gab. Ver. Marcinho Hakuna

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