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Nos últimos cinco anos áreas destinadas à construção de espaços para atender a população foram invadidas e construções clandestinas levantadas em poucos dias em Itaúna. Por isso, a Justiça determinou no ano passado a reintegração de posse dos locais ocupados irregularmente. O G1 conversou esta semana com um pedreiro que invadiu um desses locais e ele disse que vive na expectativa de regularização do terreno. Contudo, isso pode não ocorrer.

 
Segundo secretário de administração do Município, Renato Corradi Bechelaine, em Itaúna há vários imóveis construídos em áreas invadidas e somente no terreno da Prefeitura, localizado no Bairro Santa Edwiges, há cerca de 36 construções irregulares. “Essa área deve ser reintegrada nos próximos três meses. Além dessas, outras construções irregulares em áreas públicas também estão sendo coibidas”, afirmou.

 

O pedreiro Valdilene Gonçalves de Oliveira tem 44 anos e invadiu uma área no terreno da Prefeitura há cinco anos. Ele mesmo construiu o barraco onde mora com um dos filhos de 14 anos. Em conversa por telefone com a reportagem, ele disse que hoje se arrepende da invasão e que agora vive na expectativa de que o local seja regularizado.

 
“No início eu não tinha esse arrependimento, invadi o por conta da injustiça que foi a distribuição das casas do programa “Minha casa, Minha vida”. Essas casas foram entregues para quem não precisava e, como eu, as primeiras pessoas que invadiram se sentiram injustiçadas. Hoje me arrependo porque sei que foi um ato errado”, disse.

 
Sobre a esperança de regularização do terreno, Valdilene disse que há um ano a Prefeitura propôs a criação de uma cooperativa a fim de que os moradores consigam um terreno próprio para construir, ou as áreas em que eles estão sejam doadas.
“Eles dizem que o local onde estamos é Área de Preservação Permanente (APP), mas há outras áreas de APP que têm construção e eles não desapropriam, então porque a gente que não tem condições de ter uma casa precisa passar por isso? Todos os dias é uma luta, cada hora um fala que vai desmanchar as casas e a gente fica com receio de perder tudo que já construímos até então”, relatou Valdilene.

 

Ainda segundo o secretário, todas as famílias estão cientes da ação. “Já temos a decisão em mãos e agora esperamos somente a disponibilidade da Polícia Militar. Além disso, à medida que surgirem novas tentativas de invasão uma equipe da Prefeitura vai agir no local para impedir”, destacou.

 
A reintegração de posse está sendo agendada junto ao Batalhão de Choque da Polícia Militar de Belo Horizonte. A ação deve ocorrer nos próximos meses, em até 90 dias. “Ressalto que todas as famílias já estão cientes. A grande maioria foi notificada por oficiais de Justiça”, informou Bechelaine.

 
O terreno invadido onde o pedreiro vive pertence à Prefeitura e é dividido em duas áreas: institucional, onde serão construídas entidades, e a outra é Área de Preservação Permanente. Em um dos locais invadidos, após reintegração e desmanchada a edificação irregular, está sendo construída a creche do Bairro Santa Edwiges.

 

 

G1

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