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imagens_742015131350No dia 07 de abril de 2015 é comemorado o 174º aniversário da Paróquia de Sant’Ana, em Itaúna.

 

Segundo o historiador itaunense, Guaracy de Castro Nogueira, a primeira igreja, na região chamada Paragem do São João Acima (1º. nome de Itaúna) foi construída antes de 1745 (ano da criação da Diocese de Mariana) no tempo das sesmarias. Tratava-se de um oratório construído, em 1739, pelos verdadeiros fundadores de Itaúna, ao portugueses: Gabriel da Silva Pereira, Tomas Teixeira e Manoel Neto de Melo.

 

Em 1750, Dom Frei Manoel da Cruz, bispo de Mariana, concedeu licença para construir uma Capela da Senhora Sant’Ana, no mesmo lugar onde se achava o oratório. Essa Capela foi inaugurada em 1756.

 

Depois de 14 anos, 10 meses e 3 dias, o povoado só teve sacerdotes exercendo a função de capelães, até que se criou a paróquia. Durante esse período, pertencia à Freguesia de Nossa Senhora do Pilar, da Vila Nova do Infante de Pitangui, distante 40 léguas de Mariana e 120 léguas da corte do Rio de Janeiro. Em 1822, foi feita, por estas paragens, a primeira visita pastoral. Foi quando aqui esteve o Sr. Bispo Dom Frei José da Santíssima Trindade, que assim descreveu a capela aqui existente: “A capela é pequena, de sorte que a Pia Batismal não permite o seu lugar de resguardo, contudo é toda de pedra.Tem só um altar. Está muito pouco ornada, ainda que se indecência que escandalize e os ornamentos estão sofríveis. O seu local é sobre uma pedreira que serve de alicerce e a ela vai-se de propósito. porque fica num alto, com meia dúzia de casas em circunferência; tendo, embaixo e na planíce, o Arraial no fim do qual passa o Rio São João que formoseia o mesmo Arraial o oferece comodidade aos habitantes. Enquanto, os que moram junto à Capela padecem faltas de água para beber, sendo-lhes necessário mandá-la buscar abaixo. O seu capelão é o padre José Bernardino de Souza, maior de 50 anos.” No período de 1750 até 1841, como foi dito, a capela de Sant’Ana foi administrada por capelães. Durante 91 anos, ela foi capela filial, subordinada à Matriz de Nossa Senhora do Pilar de Pitangui. No Livro de Provisões da Câmara Episcopal, de Mariana, o historiador Dr. Guaracy Nogueira encontrou o registro do documento que elevou a Capela de Sant’Ana à categoria de Paróquia pela Lei Provincial número 209, de 07 de abril de 1841, desmembrada de Pitangui e, como tal, declarada pelo Excelentíssimo Presidente da Província: Marechal Sebastião Barreto Pereira Pinto. Curioso é que o Bispado de Mariana, ao qual pertencíamos, ficou sem pastor por 10 anos. E foi nesse intervalo, sem bispo, que se criou a Paróquia de Sant’Ana. O ato foi assinado pelo Cônego da Catedral e Vigário Capitular Miguel de Noronha Peres, na qualidade de Provisor do Bispado Sede-Vacante.

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