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gasoduto3Prefeito Osmando participou da reunião com os parlamentares na ALMG

 
Minas Gerais pode perder sua melhor oportunidade de desenvolvimento econômico, desde a instalação da montadora de automóveis Fiat, na década de 70, e só a presidente Dilma Rousseff pode evitar esse desastre. Essa conclusão, durante reunião realizada terça-feira, 14/7, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), levou os deputados mineiros a criar um grupo suprapartidário para buscar, sob a liderança do governador Fernando Pimentel, uma decisão política da presidente da República que garanta a construção, em Uberaba (Triângulo Mineiro), de um grande complexo de produção de amônia e derivados, obra que foi paralisada pela Petrobras. A construção do complexo já foi iniciada, com gasto acima de 1,5 bi e para funcionar, depende do gasoduto que deverá começar em Queluzito e passar por vários municípios das regiões Central, Centro Oeste e Triângulo, entre eles Itaúna.

 

 

 

A reunião da ALMG reuniu três comissões parlamentares: de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo; de Política Agropecuária e Agroindustrial; e de Minas e Energia. Também participaram o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir de Araújo Rôso; o presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), Eduardo Ferreira; além de representantes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), prefeitos, entre eles o de Itaúna, Osmando Pereira da Silva, e vereadores.

 

 

 

A amônia e seus derivados, como a ureia, são fertilizantes importados em grande volume pelo setor agrícola brasileiro. De acordo com o prefeito de Uberaba, o ex-deputado Paulo Piau, o Brasil importa hoje quase 70% do fertilizante usado no País. A fábrica de Uberaba poderia reverter esse quadro, mas a obra foi paralisada pela Petrobras, em decorrência da crise que vive a empresa. “A Petrobras disse que a obra está em hibernação”, afirmou Piau, apesar de já terem sido investidos cerca de R$ 1,2 bilhão no projeto, principalmente com equipamentos. Na verdade, a Petrobras decidiu reverter os investimentos nessa área de fertilizantes e outras e vender até mesmo a fábrica de amônia de Três Lagoas (Mato Grosso do Sul), que já está 80% concluída.

 

 

 

 

Sem a fábrica de Uberaba, o Governo do Estado considera inviável outro grande projeto que vinha entusiasmando prefeitos das regiões Central, Centro-Oeste e Triângulo: o gasoduto ligando Queluzito (Região Central) a Uberaba. A expectativa era de que 50% do volume de gás transportado seria consumido pela unidade de produção de amônia. “O investimento do gasoduto só se viabiliza com a planta de amônia”, ressaltou o secretário Altamir Rôso. O presidente da Gasmig, Eduardo Ferreira, garantiu que o projeto de implantação do gasoduto está em dia e não é a causa da decisão da Petrobras de interromper seus investimentos. “A construção do gasoduto vai trazer desenvolvimento e gerar empregos para nossa cidade e para toda a região” afirmou o prefeito de Itaúna, Osmando Pereira.

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