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hospital-riscos-morrer-20110722-originalA falta de leitos para pacientes de alta complexidade na região Centro-oeste de Minas tem atingido diretamente a população de Itaúna. Os casos de pacientes de alta complexidade são aqueles que necessitam de cirurgia neurológica, cirurgia cardíaca, oncologia, cirurgias vasculares e casos de amputação, entre outros. Sem vagas nos hospitais regionais, o Pronto Socorro municipal tem tido que buscar leitos em Belo Horizonte e nem sempre o resultado está sendo positivo.

 
De acordo com a Secretária Municipal de Saúde, Ângela Gonçalves do Amaral, são de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde e do Governo Federal os casos considerados de alta complexidade. Ainda de acordo com ela, as ações do Sistema Único de Saúde – SUS que cabem ao município são aquelas consideradas de atenção básica e questões de baixa e média complexidade.

 

 
“Nós estamos vivendo um momento complicado em relação a assistência hospitalar na região Centro-oeste. Essa é uma situação muito complexa. Nós temos nos mobilizado, buscando alternativas, entretanto, precisamos do apoio da Secretaria Estadual de Saúde e do Governo Federal também. É importante ressaltarmos que o paciente chega no Pronto Socorro municipal, é bem atendido e estabilizado, principalmente nos casos de urgência e emergência, aqueles casos de risco eminente de morte ou de dano irreparável a saúde. Casos de Acidente Vascular Cerebral – AVC, politraumatismo e infarto agudo do miocárdio, por exemplo, após serem estabilizados, devem ser transferidos para um hospital com suporte adequado, que atenda ao estado clínico do paciente. A dificuldade que nós estamos tendo é justamente fazer essa transferência/internação do paciente para um hospital que tenha as condições necessárias para atendê-lo”, explicou Ângela.

 

 
A Secretária de Saúde relatou também que a Prefeitura de Itaúna chegou a pleitear junto ao estado o credenciamento do Hospital Manoel Gonçalves para fazer procedimentos como a neurocirurgia. “O município não pode simplesmente querer fazer, ele depende do aval da Secretaria Estadual de Saúde, que tem que vir e credenciar o hospital. A equipe do estado esteve aqui avaliando o Hospital Manoel Gonçalves e chegou-se a conclusão que o hospital só poderia receber o aval do SUS para fazer neurocirurgia se houvesse, além da equipe de profissionais, um aporte de outros equipamentos necessários para realizar a neurocirurgia e o aumento no número de vagas do CTI [Centro de Terapia Intensiva]”, esclareceu.

 

 
O SUS oferece atendimento através do que é chamado de Rede de Atenção. Itaúna é atendida em casos de alta complexidade pelo Hospital São João de Deus, em Divinópolis, como toda a região Centro-oeste, que conta com 54 municípios. “O Hospital São João de Deus está apresentando uma desassistência total. Ele não tem recebido nossos casos nem de infarto, nem neurológicos e nem mesmo, casos de oncologia e casos de câncer. O São João de Deus tem apresentado muita dificuldade em oferecer vagas e atendimento. A consequência disso tudo é que esses pacientes têm ficado aqui no Pronto Socorro, sem conseguirmos transferi-los. Temos feito contatos em Belo Horizonte, mas lá também está sem vagas e nós estamos vivendo uma situação realmente difícil. Os secretários municipais de saúde têm se mobilizado, temos conversado com o Governo do Estado, para buscar uma alternativa para isso”, concluiu a Secretária de Saúde de Itaúna.

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