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cemig71Experiência da Cemig e Ufla pode ser utilizada, por exemplo, para recuperação do Rio Doce

 
A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), no Sul de Minas, desenvolveram, juntas, tecnologia própria para reflorestamento de matas ciliares, que pode ser aplicada na recuperação, por exemplo, da Bacia do Rio Doce, atingida por um acidente ambiental no ano passado. O conhecimento desenvolvido já produziu resultados como a implantação de mais de 800 hectares de reflorestamento ciliar no entorno dos reservatórios da Companhia, em 25 anos de parceria, e foi reunido no livro “Fundamentos e Métodos de Restauração de Ecossistemas Florestais – 25 anos de experiência em matas ciliares”, lançado nesta terça-feira, na sede da Cemig, em Belo Horizonte.

 

Para José Roberto Soares Scolforo, reitor da Ufla, a tecnologia pode ser adotada na recuperação da Bacia do Rio Doce, após a tragédia ambiental de Mariana. “Os estudos realizados pela Universidade procuraram abranger as mais diferentes e representativas fisionomias florestais de Minas Gerais. No livro, dois capítulos podem ser ligados diretamente ao processo de recuperação do Rio Doce: Bioengenharia na restauração ecológica de taludes fluviais e Recuperação de áreas mineradas sob o enfoque da reabilitação e da restauração ecológica”, complementa.

 

Newton Schmidt, gerente de Gestão Ambiental da Cemig, salienta que o livro é resultado de “vários experimentos de campo implantados em áreas remanescentes da Cemig e de proprietários lindeiros aos nossos reservatórios, consolidando anos de pesquisa na área de recuperação de matas ciliares e áreas degradadas, grande parte financiada pela Cemig, por meio de projetos de P&D e convênios com a UFLA”.

 

O presidente Mauro Borges Lemos destacou a importância dos projetos de P&D e as parcerias com as universidades e instituições de pesquisa. “A Cemig sempre foi pioneira no desenvolvimento científico, e nossos P&Ds já representam conquistas importantes em várias áreas, principalmente em relação ao uso da energia elétrica. E a parceria com as universidades se mostrou essencial para que esse caminho seja cada vez mais promissor”, salienta.

 

Parceria
As duas instituições começaram a atuar conjuntamente em 1990, inicialmente por meio da área de gestão ambiental da Cemig e do Departamento de Biologia da Ufla, estendendo-se nos anos seguintes para outros departamentos, tais como os de Engenharia Florestal, Solos e Zootecnia. Durante os 25 anos, foram publicadas diversas teses de mestrado e doutorado, além da divulgação dos trabalhos em congressos, livros e revistas especializadas, derivadas dessa parceria.

 

Também foi criado o Centro de Excelência em Matas Ciliares (Cemac), que conta com uma área específica para abrigar estudantes e pesquisadores, localizado no campus da universidade. Além disso, a tecnologia desenvolvida já foi multiplicada em inúmeros seminários e cursos.

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