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Um jovem de 22 anos foi apresentado pela Polícia Civil em Itaúna na tarde desta terça-feira (8). Filho de um empresário da cidade, ele é suspeito de tráfico de drogas, associação ao tráfico, posse ilegal de munição de calibre restrito e tráfico de armas. A investigação durou seis anos. Conversas que o rapaz mantinha com outros criminosos por meio do aplicativo WhatsApp ajudaram os investigadores a fecharem o cerco contra ele. As evidências mostram que o jovem traficava drogas “puras” – como são chamados os entorpecentes de melhor qualidade. Ele também alugava armas para outros criminosos.

 

 

Em um dos trechos de conversas divulgados pela Polícia Civil, o jovem responde a alguém que a polícia considera ser um possível cliente do traficante. A pessoa pede uma arma de fogo emprestada para fazer uma cobrança. (Veja imagem acima) Em outra conversa, um comparsa chama o traficante para informar que algo deu errado.
Ainda segundo os investigadores, muitos clientes do traficante de drogas e armas são considerados de classe social alta. “Em razão da qualidade dos entorpecentes e do meio social que convivia, o investigado tinha como público-alvo a alta sociedade da cidade de Itaúna e realizava transações apenas com pessoas que conhecia ou que eram indicadas por outras da confiança dele, tendo o objetivo de se manter impune”, informou a Polícia Civil.

 

 

 

A operação foi coordenada pelos delegados Weslley Castro e Diego Almeida e foi resultado de apurações iniciadas em setembro do ano passado. Os investigadores verificaram que o suspeito vendia grande quantidade de drogas de pureza elevada, dentre elas maconha, haxixe, cocaína, LSD e êxtase. O rapaz também plantava em casa alguns vegetais usados na fabricação de drogas.

 
Segundo Weslley Castro, as informações coletadas durante a investigação apontam que o jovem costumava comprar e vender armas de fogo e munições tanto a pessoas que não ofereciam perigo social quanto a criminosos de Itaúna e região. “Foram encontradas com o investigado duas munições de calibre .44, sendo uma delas importada dos Estados Unidos. Também uma balança de precisão, uma estufa montada para plantações no terraço do prédio e o celular da vítima”, detalhou.
Chat no WhatsApp
O jovem usava o aplicativo de conversas WhatsApp para se comunicar com comparsas, clientes e fornecedores. Pelo celular, ele negociava compra e venda de armas e drogas. Os investigadores tiveram acesso a essas conversas, que mostram fotos e vídeos que comprovam o envolvimento do suspeito. Em uma delas ele aparece segurando uma arma. Em outra, posa ao lado de um pé de maconha.

 
De acordo com o delegado responsável, as pessoas que aparecem nas conversas das quais o jovem participou também serão investigadas.

 
Antes da atual prisão, o jovem teve uma passagem aos 16 anos por traficar drogas na escola.

 

 

Confira também a reportagem da MGTV;

 

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