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1023257Alegação é de que projeto em área visada pela empresa traria danos a nascentes e licenciamento teria falhas.

 

 

Moradores de Quilombo, em Divinópolis (Centro-Oeste de Minas), reivindicaram, nesta quarta-feira (17/3/16), o arquivamento do processo de licenciamento ambiental para a instalação de um aterro sanitário na região pela empresa Viasolo Engenharia Ambiental S.A. O empreendimento, segundo eles, causaria danos às comunidades de Quilombo, Choro, Costas, entre outras, comprometendo três nascentes e a agricultura familiar na região.

 

 

Foi denunciado, ainda, que o processo de licenciamento, aberto em 2013, teria irregularidades e questionado o fato de não ter havido licitação para o empreendimento. O assunto foi discutido em reunião conjunta das Comissões de Agropecuária e Agroindústria e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 

 

Presidente da Comissão de Meio Ambiente e um dos autores do pedido da audiência, o deputado Fabiano Tolentino (PPS), alertou para riscos que envolvem empreendimentos desse tipo. Ele lembrou que recentemente houve o vazamento de chorume de aterro inaugurado no ano passado em Montes Claros (Norte de Minas) pela Viasolo, a mesma empresa que agora pretende implantar o aterro em Divinópolis.

 

 

O chorume é uma substância líquida resultante do apodrecimento de matérias orgânicas e muito encontrado em lixões e aterros sanitários, provocando mal cheiro. Caso não seja tratado, pode atingir lençóis freáticos, rios e córregos, provocando a contaminação dos recursos hídricos. “À epoca a empresa teria creditado o vazamento em Montes Claros a uma chuva intensa na região, mas uma obra desse porte tem que prever isso”, destacou o deputado.

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