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IMG_9958Escala de plantão já foi montada até domingo, mas pode ocorrer lentidão no atendimento. Orientação é procurar os PSFs e deixar o Pronto Socorro apenas para os casos de urgência e emergência.

 

 

A Secretaria Municipal de Saúde de Itaúna teve de agir rápido para administrar um problema gerado por funcionários que não foram aprovados no Processo Seletivo para trabalhar no Pronto Socorro e estão faltando em massa, deixando a população sofrer com a demora no atendimento.

 

 

Aconteceu hoje, 22/03, pela manhã, uma reunião da Secretária Municipal de Saúde, Ângela Gonçalves do Amaral, com a Gerência Superior de Urgência e Emergência, a Gerência Superior Administrativa, a Coordenadora de Enfermagem do Pronto Socorro, o enfermeiro coordenador do Programa SOS Dengue e a Coordenadora Administrativa do Pronto Socorro, para discutir a crise de falta dos funcionários que ainda tem contrato de trabalho até o dia 31 de março, mas não foram aprovados no Processo Seletivo. Uma saída encontrada foi a criação de uma comissão designada para gestão da crise e também a gestão da transferência da contratação de funcionários do I.Cismep para a Prefeitura de Itaúna.

 

 

Estão faltosos auxiliares administrativos, técnicos de enfermagem e enfermeiros. O quadro de médicos, porteiros, maqueiros, faxineiras e atendentes de farmácia permanecem completos e inalterados.

 

 

Processo Seletivo

Com a transferência da gestão do Pronto Socorro do I-Cismep para a Prefeitura de Itaúna, foi necessário,a realização de Processo Seletivo que aconteceu nos moldes da Lei, para contratar os profissionais necessários.

 

 

Vários funcionários do I.cismep que trabalham no Pronto Socorro participaram do processo seletivo e não foram bem classificados. Vários foram desclassificados por falta de envio da documentação prevista no edital do Processo Seletivo. O edital do processo seletivo definiu claramente que a responsabilidade de conhecer os requisitos do edital e de cumprí-los era dos candidatos.

 

 

A classificação foi divulgada na semana passada e os classificados já estão realizando os exames admissionais e deverão iniciar seu trabalho na próxima quinta-feira, dia 24/03.

 

 

Entretanto, os atuais funcionários que não foram classificados no Processo Seletivo, acharam por bem não honrar seu compromisso previamente firmado, que vence no dia 31/03, e resolveram faltar ao trabalho, sem avisar a Gerência do Pronto Socorro.

 

 

“O que está acontecendo é uma falta em massa de profissionais, o que caracteriza claramente uma ação previamente combinada entre eles. Segundo o previsto, os novos funcionários teriam de 6 a 7 dias para receberem treinamento no Pronto Socorro e se ambientarem com o fluxo de atendimento. Contudo, com esta falta em massa de pessoal, eles terão de iniciar os trabalhos em um momento de crise”, afirma, indignada, a Secretária Municipal de Saúde, Ângela Amaral.

 

 

A comissão para enfrentamento desta crise, é composta por 06 membros, que deverão acompanhar os trabalhos realizados nos próximos dez dias no PS, além de receber e treinar os novos funcionários. Profissionais que trabalham em outros setores da secretaria, como SAMU e PSF´s foram convidados para trabalharem em regime de hora-extra, e cobrirem as faltas.

 

 

Orientação à população

“Solicitamos à população que, especialmente neste momento de crise, busque atendimento prioritariamente nos PSF´s e no SOS Dengue em caso de suspeita da doença. Procurem o Pronto Socorro somente nos casos de urgência e emergência mesmo. Até que o quadro de pessoal seja recomposto pelos novos funcionários, e que eles estejam adequadamente treinados, é provável que aconteça lentidão no atendimento dos casos classificados como “verde” e “azul”, que são aqueles de menor urgência”, explica a Secretária de Saúde.

 

 

Uma escala de profissionais para cobrir os possíveis faltosos já foi montada até domingo.

 

 

Punição

A Secretária avisa que os profissionais que estão faltando serão punidos de acordo com a Lei: “Nossa principal preocupação é o atendimento à população e estamos focados em resolver esta questão, mas iremos também buscar todos os recursos legais e éticos, diretamente pela prefeitura e através do I.Cismep, contra os profissionais que deixam de atender a um serviço de extrema importância, como o Pronto Socorro Municipal, sem nenhum respeito à saúde da população”.

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