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Imagem 003Secretaria Municipal de Saúde intensifica ainda mais as ações de combate ao Aedes aegypti, mas Governos Federal e Estadual não enviam material nem verbas

 

 

As notificações de dengue em Itaúna nestes primeiros meses de 2016 já ultrapassaram o que foi registrado na cidade em todo o ano de 2013 quando o índice de infestação também foi muito elevado. Para combater os focos do mosquito e atender à população com os sintomas da doença a Secretaria Municipal de Saúde dividiu as ações em quatro frentes:

 
Agentes de endemias intensificam as visitas às residências, comércios e lotes vagos. Nos dois primeiros meses deste ano 38.676 imóveis foram vistoriados.

 
Os trabalhos de vistorias em pontos estratégicos também foram intensificados. Pontos estratégicos são locais mais propícios à proliferação do mosquitos Aedes aegypti, como depósitos de sucatas, borracharias, indústrias, etc. Em Itaúna há 142 pontos estratégicos que estão sob constante vigilância.

 
Ações educativas com o túnel do conhecimento e palestras sobre como combater os focos do mosquito sendo levadas a diversas empresas, escolas e eventos.

 
O SOS Dengue foi montado na região central da cidade, com atendimento até as 22 horas durante a semana e até as 18 horas aos sábados, exclusivamente para pessoas com sintomas da dengue.

 

 

Cinco mortes que aconteceram no município este ano estão sendo investigadas por suspeita de dengue com complicações. Está em investigação também uma suspeita de infecção por Zika Vírus. Assim que as investigações estiverem finalizadas os resultados serão divulgados.

 

 

Já foram feitas 4.276 notificações de dengue em Itaúna neste ano, sendo 1.110 confirmadas por exames, 2.925 confirmadas por diagnósticos clínicos e 241 negativas por exames. O SOS Dengue atendeu a 840 pessoas na última semana, mantendo uma média de 140 atendimentos por dia. Em todo o ano de 2013, quando a cidade teve elevado índice de infestação, foram feitas 3.840 notificações da doença em Itaúna.

 

 

Governos Federal e Estadual não enviam material nem verbas

 

 

Além de enfrentar as dificuldades para combater aos focos dos mosquitos, que estão concentrados nas residências em um índice de 80%, a Secretaria Municipal de Saúde passa também por outro desafio: a falta de material para combate aos focos de Aedes aegypti que deveriam ser enviadas pelo Governo Federal. A cidade está sem inseticida para a realização dos fumacês e também está com quantidade insuficiente do larvicida utilizado para combater as larvas do mosquito (o larvicida é o pó que é colocado nos locais que podem acumular água, como os ralos, caixas d’água, recipientes de degelo de geladeiras e outros). “A quantidade de larvicida enviada pelo Governo Federal não é suficiente para combater as larvas pois temos muitos locais fracionados para aplicação do material. E recursos financeiros para controle de vetores estão retidos pelo Governo Estadual que até o momento não liberou verba para o município de Itaúna. Então estamos sofrendo com a falta de repasses financeiros do Governo Estadual e a quantidade reduzida de material enviada pelo Governo Federal”, afirma Antônio Delgado, Gerente de Vigilância em Saúde.

 

 

A Secretaria Municipal de Saúde não pode comprar o material para suprir a falta do Governo Federal, como aconteceu recentemente na aquisição das fitas de medição de glicemia que deveriam ser fornecidas pelo Governo Estadual e foram compradas pelo Governo de Itaúna. “Trata-se de material que é adquirido pelo Governo Federal através de licitação internacional. Não temos autorização para fazer este tipo de compra. Então isto é um agravante sério no combate ao mosquito que enfrentamos. Diante desta situação torna-se imprescindível que a população faça a sua parte, evitando os focos do mosquito em casa pois 80% dos focos estão nas residências”, informa a Secretária de Saúde de Itaúna, Ângela Gonçalves do Amaral.

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