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HOspital-Manoel-GonçalvesA Vigilância Estadual de Saúde foi notificada sobre a presença de uma bactéria no Pronto Socorro do Hospital Manoel Gonçalves, em Itaúna. A informação da bactéria serratia no Centro de Terapia Intensiva do Hospital foi informada em nota à imprensa enviada pela Prefeitura nesta terça-feira (26). Entretanto, o Executivo nega a ocorrência de uma “super bactéria” que poderia causar pânico na cidade. O G1 entrou em contato com a unidade, mas o médico responsável pelo CTI, Austenir Maciel, não foi encontrado para falar sobre o assunto, mas uma nota foi enviada. (Veja abaixo)

 

 
A Vigilância Sanitária Municipal informou que monitora de perto as medidas necessárias que o caso requer. Na próxima sexta-feira (29) um relatório de inspeção será entregue à Regional de Saúde em Divinópolis.
Segundo a Prefeitura, assim que soube da ocorrência o local foi isolado para evitar a disseminação da bactéria. Na nota consta que embora potente, a bactéria serratia não tem transmissão pelo ar, sendo transmitida através de secreções, fezes, urina, saliva e outros.

 

 
“Todas as medidas sanitárias foram tomadas para garantir a segurança da população que precisa usar o Pronto Socorro, bem como para as pessoas que estão em outras alas do Hospital”, diz a nota.

 

 
A assessoria da Prefeitura também informou que quem precisar dos serviços de urgência e emergência pode procurar atendimento médico.

 

 
Bactéria Serratia

 
A transmissão da bactéria ocorre principalmente por causa da falta de higiene nas mãos. Ela causa problemas na coagulação do sangue. Pacientes com baixa quantidade de plaquetas estão mais suscetíveis a anemias e hemorragias.

 

 
Nota do Hospital

 
Por meio de nota a direção do Hospital Manoel Gonçalves disse que nos últimos 12 meses foi observado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar uma mudança no perfil de resistência das bactérias no hospital, que de fato os médicos se depararam com bactérias mais resistentes, porém, nenhuma superbactéria. O nome da bactéria serratia não foi divulgado pela unidade.

 

 
Ainda segundo a direção do corpo clínico, a resistência se deve a dois motivos: o aumento da complexidade dos pacientes internados no hospital e o fato do Manoel Gonçalves receber muitos pacientes de outros hospitais. Para evitar a transmissão destas bactérias, a direção técnica já adotou há dez dias algumas medidas, como o retreinamento da equipe, mudança do portfólio de antibióticos com disponibilização de novos medicamentos. O uso de equipamentos individuais no CTI e melhorias no controle de vigilância.

 

 
A direção do hospital esclarece que as novas medidas podem ter gerado uma sensação de insegurança na comunidade e ressalta que sempre existe a possibilidade do surgimento de uma superbactéria. Entretanto, as medidas que foram tomadas pretendem evitar justamente que isso ocorra.

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