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queda_internaO empresário e engenheiro industrial Helênio Antônio Lara, de 55 anos, e o filho dele, Samuel Henrique Campos de Freitas Lara, de 17 anos,que morreram em um acidente com um monomotor neste sábado (30) em Guapé (MG), foram enterrados na tarde deste domingo (1º) no Cemitério Central de Itaúna. A aeronave onde eles estavam caiu no Lago de Furnas, no Sul do Estado, durante uma tentativa de pouso.
De acordo com a rádio Santana FM, em que o engenheiro era diretor-presidente, o velório começou às 11h30 e eles foram enterrados às 15h. Parentes e amigos compareceram ao local para uma última homenagem. “Helênio era batalhador, muito estudioso e dedicado às comunicações”, disse o amigo Pedro Paulo Pinto.
Saulo José Américo da Silva Campos também era amigo do engenheiro. “A morte de Helênio Lara causou muita tristeza para todos nós”, afirmou. O irmão de Helênio, Ronaldo Lara, falou sobre a experiência do irmão na aviação. “Desde a década de 90 que eles voam juntos”, contou.
O piloto e amigo Carlos Caneschi contou que esteve com eles antes do acidente. “Aguardaram o tempo ficar melhor porque estava muito fechado e, às13h40, seguiram viagem. Uma hora e meia depois veio a notícia de que tinha ocorrido o acidente”, explicou.

 

 

Queda na água
A aeronave onde estavam Helênio e Samuel caiu no lago durante uma tentativa de pouso. O empresário foi quem construiu o monomotor ao longo de seis anos. Pai e filho haviam saído de Pará de Minas, onde a aeronave costuma ficar, para um encontro de aviões em Furnas.

 
Nas redes sociais, Helênio informou por meio de um dispositivo que estava no Lago de Furnas. Tempos depois da publicação, o avião caiu no lago.
Primo de Samuel, Alexandre Campos contou ao G1 que os dois já haviam chegado ao destino. “Eles já tinham pousado, mas levantaram voo de novo para terem uma vista aérea da barragem. Quando foram pousar novamente, o avião caiu”, afirmou.

 

A aeronave ficava em Pará de Minas porque Itaúna não tem aeroporto. O modelo construído por Helênio tinha 70 horas de voo. “O primeiro voo deste avião foi em janeiro do ano passado. Helênio era piloto há 20 anos e o Samuel já tinha passado por duas provas para aprender a pilotar. Samuel só estava esperando ter 18 anos para se tornar piloto”, disse Campos.
Helênio deixou duas filhas, Sofia Campos e Sara Campos, de 19 e 21 anos. Ele morava com os três filhos em Itaúna. A esposa dele já havia falecido em 2013.
Segundo a assessoria de comunicação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a aeronave CB-12 Curumim II, de prefixo PU-HLA, estava registrada no órgão como aeronave experimental e, por isso, não registrava planos de voos. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Aeronáutica, foi acionado.

 

 

 

Confira a reportagem do G1;

 

 

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