COMPARTILHAR

cms1-original* Sérgio Cunha

 

O mundo encantado existe. Ele é a banca de revistas. Ou, por um acaso, existe algum outro lugar aonde a gente entra e, como num passe de mágica, tudo o que desejamos fica ao alcance das nossas mãos? Na banca de revistas é assim. É lá que temos acesso aos melhores lugares do mundo: Europa, Oceania, Américas, Oriente… enfim, o mundo todo, mesmo ali… E se a sêde é de conhecimento, lá na banca está tudo sobre matemática, português, física, química, geografia, idiomas… Ou se você quer aprender sobre as leis de trânsito, é na banca de revistas que encontramos. Se o seu negócio são os aviões, navios, futebol, xadrez, disco voador… plantas, alimentação sadia, medicina alternativa, mulheres bonitas, fitness e, notícias, muitas notícias, é na banca que vai encontrar. Você gosta de culinária? De aeromodelismo? De palavras cruzadas, quadrinhos, fofocas, cinema, música? Na banca de revistas é o lugar certo para você encontrar o que procura.

 

 

Mas você já parou para pensar, que para que você encontre tudo isso, muitos profissionais se envolvem, assim como muitas empresas, várias indústrias? Jornalistas, editores, gráficos, educadores, intelectuais, blogueiros, motoristas, fotógrafos, profissionais e empresas de todos os segmentos? O resultado do trabalho de tanta gente tem um endereço certo: a banca de revistas! Mas, tem mais: para que a banca funcione, temos um grupo de trabalhadores que nem sempre é lembrado. Não encontrei “um nome” exato para identificar estes profissionais. Alguns os chamam de jornaleiros, mas são muito mais que isto. Banquistas? Talvez. São profissionais que acordam às 5, muitas vezes às 4 da manhã, ou às 3, 2, horas da madrugada, para esperar a chegada dos jornais, das revistas, enfim, daquele material que estará exposto na banca. Alguns, nem dormem à noite, na expectativa de não deixar faltar o exemplar de cada leitor, no dia seguinte. E depois, tem que selecionar o material, coloca-lo para exposição de maneira que você encontre o que procura, sem muito trabalho, mas sempre tendo a oportunidade de “passar os olhos” em outros temas que possam lhe interessar. E estar lá, à sua disposição todos os dias.

 

Em Itaúna, quem exerce essa difícil tarefa é o “pessoal do Turruca”, como o chamávamos há vários anos, quando ainda trabalhávamos nas linotipos da “Folha do Oeste”. Geraldo Turruca, o amigo de sempre, pronto a um dedo de prosa, a uma sugestão para o amigo; ensinou bem, a seus filhos, a arte de ser jornaleiro, ou “banquista”. E eles continuam lá, abrindo a banca todos os dias: faça sol, faça chuva, de domingo a domingo (alguém imagina a Praça da Matriz sem a banca de revistas?) esperando por você, leitor. E até você, que não lê, mas que precisa de um ponto de referência na Praça da Matriz…

 

 

 

E a banca de revistas é, sim, a referência para encontros, para deixar o recado para o amigo que vai passar por lá, nem que seja só para folhear um jornal e bater um papo; referência para que a Praça da Matriz não seja o deserto dos finais de semana, sem movimento. Pois é, meus amigos, comecei falando do mundo mágico que é a banca e cheguei à importância real que a banca de revistas tem para uma grande parte da nossa gente. E isso só acontece porque ela vive, respira, age, se envolve com as coisas da nossa Itaúna. Porque o Turruca, antes, e agora, o Toninho e o Serginho, mais os funcionários da dupla, não deixam que a banca de revistas seja um comércio de informação apenas, mas um local aonde nos sentimos bem em frequentar. Vamos à banca?

 

 

 

* Jornalista, frequentador assíduo da banca de revistas.

COMPARTILHAR

Matéria enviada ao Portal Notícias de Itaúna. As matérias enviadas e publicadas no Portal Notícias de Itaúna não refletem necessariamente a opinião do nosso Portal de Informações e são de inteira responsabilidade das pessoas que as assinam.