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IMG_4566Apesar de dificuldades da Secretaria do Estado de Saúde em repassar as vacinas, município tem apenas três casos sob investigação

 
Muito tem sido falado sobre o temido vírus da gripe H1N1 e de suas consequências, já que ele pode levar à morte. Mas em Itaúna, conforme as explicações da Secretária Municipal de Saúde, Ângela Gonçalves do Amaral, a situação está controlada, apesar das dificuldades em se conseguir a vacina junto ao Estado. Ao todo, mais de 87% da população que faz parte do público-alvo já recebeu a dose, mesmo diante das dificuldades. “Sei que todo mundo está ansioso para receber a vacina diante do que foi divulgado em São Paulo, mas é importante colocar que Itaúna não tem casos confirmados de H1N1. Três estão em investigação, sendo que um levou ao óbito, mas, de toda forma, nossa região não é endêmica e não existe motivo para um alerta maior”.

 

 
A intenção do Ministério da Saúde era encerrar o trabalho no dia 20 de maio, mas Ângela garante que enquanto as doses forem disponibilizadas, os profissionais de saúde de Itaúna continuarão a trabalhar. “Não tem data para fechar a vacinação, enquanto recebermos doses vamos continuar vacinando”.

 

 
Dificuldades que não dependem da administração municipal

Segundo Ângela, a base de dados do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde estão defasados quanto ao público-alvo de Itaúna, principalmente no que diz respeito aos pacientes com alguma doença crônica. “Temos discutido com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Estadual de Saúde a nossa população alvo porque eles mandam uma quantidade de doses menor do que precisamos. Eles que definem qual a população-alvo com base nos dados do IBGE. Temos questionado isso porque nosso público-alvo está abaixo do número real da população.Trabalhamos com as vacinas que o Ministério da Saúde manda, e não conseguimos comprar pelo município”.

 

 

A Secretária de Saúde explica que a situação é pior em relação aos pacientes que já têm alguma doença crônica e precisam da vacinação. “Esses com doenças crônicas, o Ministério enviou cerca de 1.300 doses, mas já no ano passado vacinamos mais de 2.100 pessoas. Esse ano já foram mais de 2870 aplicações. Ou seja, o que eles nos mandam é insuficiente e ainda chega para nós aos poucos, o que nos atrapalha a atender direito à população. Por isso a importância dessas explicações”, finalizou.

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