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Gilclér Regina* Gilclér Regina

As empresas buscam motivar os colaboradores e chegam a gastar cifras elevadas em programas que culminam no fracasso. Onde estas organizações erram? Eu acredito que o erro número “um” é não perguntar o que é que motiva.

 

 

O problema fica concentrado na falsa expectativa, ou seja, enquanto alguns esperam ganhar uma viagem e recebem um bônus financeiro, outros que esperavam receber o bônus financeiro e acabam ganhando uma viagem.

 

 

Uma empresa nunca quebra hoje, quebra cinco anos antes e isso não é falência financeira é falência motivacional. A idéia de futuro no mundo que vivemos hoje não é uma repetição do passado. Motivação não é cesta básica. As pessoas tratam à motivação como se ela fosse uma festa de final de ano, uma confraternização.

 

 

Não! Motivação é coisa séria, é ciência, é estudo do comportamento humano e quanto mais competitividade, quanto mais feroz for uma economia, mais ousadas serão as ações de marketing, as ferramentas de gestão e ganha muito em importância a motivação humana.

 

 

A motivação no campo organizacional está em constante processo de mudanças. Por que isso? Porque o mundo muda constantemente e por conseqüência as pessoas mudam, as empresas mudam, os produtos mudam, os serviços mudam, as expectativas mudam…

 

 

O que motivava ontem já não motiva hoje. As expectativas mudaram e o perfil das pessoas que trabalham hoje em relação aos trabalhadores de dez ou vinte anos atrás é muito diferente, a tecnologia entrou com força total, a revolução digital, a cibernética… Não tem volta.

 

 

E o ser humano nesse contexto tem novas motivações para um perfil completamente novo de trabalho. Ser humano é sempre ser humano, está sempre em adaptação. É 10% vocação e 90% adaptação e com isso vai quebrando paradigmas.

 

 

Einstein dizia: “Traga o interesse para as coisas que você faz e elas acontecem”.

 

 

Eu atuava como consultor numa indústria alimentícia e todos os sábados os representantes traziam os produtos da concorrência para análise e o responsável pela criação de produtos era chamado, experimentava e jogava no lixo dizendo que os produtos não prestavam…

 

 

Um dia dei uma ideia aos diretores e pegamos o produto da empresa e reembalamos com a caixa e embalagem da concorrência. Quando o gerente de produtos foi chamado naquele sábado, mal experimentou o produto da “concorrência” que na verdade era o dele, jogou logo no lixo e disse que não prestava, citando outros palavrões que não cabe aqui dizer.

 

 

Esse tipo de mascaração da verdade vai minando aos poucos a resistência da empresa, da marca, das mudanças necessárias que nunca mudam e, por este tipo de ignorância e outras, acaba provocando a falência motivacional da empresa, do negócio, das pessoas… E por conseqüência, a falência financeira.

 

 

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

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