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IMG_9332Equipe conta com dermatologista, enfermeiras, auxiliar e também psicóloga

 
Um trabalho sutil, mas muito relevante realizado pela Secretaria Municipal de Saúde, nas dependências da Policlínica Dr. Ovídio Nogueira Machado, ajuda pacientes com uma enfermidade pouco difundida. São as pessoas que sofrem com as ostomias, ou feridas com difícil cicatrização. Na Policlínica funciona um Ambulatório de Estomaterapia, com uma equipe que trata não só os problemas na pele causados pelo mau, mas também a cabeça, com o auxílio de uma psicóloga e de uma equipe preocupada com o bem-estar social dos pacientes.

 
Na última semana, inclusive, foi realizado um encontro para os pacientes que estão em tratamento ou já passaram por ele, cujo objetivo principal foi elevar o moral e animar os pacientes. De acordo com a coordenadora do grupo, a enfermeira estomaterapeuta Cristiane Rabelo Lisboa, a ação teve como objetivo principal reunir os pacientes. “O tratamento desses pacientes é longo, pois as feridas são complicadas. E muitas vezes, eles acham que estão curados, deixam de vir aqui e só retornam depois, quando o problema já está deflagrado novamente. Com esta iniciativa, mantemos os pacientes mais perto da gente para que o problema seja controlado”, explicou.

 
De acordo com Cristiane, o Ambulatório de Estomaterapia trabalha com pacientes com feridas complicadas, tanto no tratamento, quanto na prevenção. No caso das feridas é comum o paciente tratá-las e depois retornar por causa da doença de base que levou à ferida. “O trabalho do grupo é prevenir novas feridas, se a pessoa não tomar cuidado ela pode voltar. Com isso, unimos as pessoas para que elas troquem experiências, convivam juntas, e saibam que outros tiveram o problema. Isso ajuda a conscientizar os pacientes da importância dos cuidados que devem ser tomados no tratamento para evitar novas feridas”, explicou.

 
O problema
As feridas são mais comuns nos membros inferiores, em pessoas que trabalham muito tempo de pé, ou sentadas, o que leva ao comprometimento do retorno venoso. “É a lei da gravidade, o sangue desce, mas tem que subir, ser bombeado dos pés ao coração, e esse retorno é prejudicado por causa de disfunções que ocorrem nas veias. E aí, com o passar dos anos, se agrava. O último grau da doença é a presença da ferida que chamamos de lesão venosa ou úlcera venosa, e tem pacientes que tem isso há 30 anos. O problema não tem cura, por isso é importante eles aprenderem a conviver e tomar cuidados para a ferida se fechar”.

 

 
O Ambulatório de Estomaterapia funciona com esta equipe há quatro anos, e neste período mais de 200 pacientes foram atendidos, num trabalho que pode parecer pequeno se não analisado profundamente. “Ao todo, atendemos cerca de 200 pacientes, número relativamente pequeno, mas é preciso levar em consideração que o tratamento é longo, e depois da alta, o paciente ainda precisa ser acompanhado por seis meses. Eles têm que retornar, trocar orientações, para não ter uma nova ferida e viver bem, com qualidade de vida”, continuou Cristiane.

 

 
E o trabalho é feito não só com a enfermeira, mas também pelo dermatologista Rinaldo Subira, pela psicóloga Juliana Rocha Soares, pela enfermeira Deolane Eustáquia Antunes e pela auxiliar de enfermagem Grácia Maria Gonçalves Pereira.

 
Como procurar ajuda

 
Para o paciente conseguir o acompanhamento com a equipe de ostomizados, primeiro ele precisa ir até uma unidade de saúde, conseguir o encaminhamento pelo Sistema Único de Saúde – SUS – e passar pela triagem inicial, uma vez que a capacidade de atendimento é pequena e os casos mais graves recebem atendimento primeiro. Depois disso, o atendimento no ambulatório é realizado de segunda a sexta-feira , das 7h às 16h. O índice de sucesso do grupo é de aproximadamente 90%.

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