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3932016-filarmonicamg-didaticos_foto-alexandre-rezende_410682Uma oportunidade gerada pela Câmara Municipal de Itaúna

 

 

A Câmara Municipal de Itaúna possibilitou a um grupo de itaunenses a participação em um Concerto Didático da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. A ação foi feita em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec). “Foi uma experiência maravilhosa. Não sei o que me emocionou mais, a apresentação ou o olhar dos estudantes”, declarou Lucimara Cunha, coordenadora de Projetos Pedagógicos da Semec.

 

 

A apresentação ocorreu na última terça-feira (25/10) na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte. E é realizada gratuitamente duas vezes ao ano para escolas e instituições previamente inscritas.

 

 

Acompanhados pelo Presidente do Legislativo Itaunense, vereador Francis Saldanha, 80 pessoas entre músicos, estudantes e apreciadores da música tiveram uma verdadeira aula de cultura. “A ideia surgiu a partir do Projeto + Gentileza – violência, visando incentivar nos participantes o gosto pela música”, ressaltou o Presidente, que completou: “Foi uma apresentação excepcional e os resultados não poderiam ser melhores. Poucas pessoas conseguem esta oportunidade, devido à limitação de vagas. E a Câmara conseguiu. Para quem gosta de música é um presente e para quem ainda não está inserido neste mundo musical é um grande incentivo”.

 

 

Concertos Didáticos

Os Concertos Didáticos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais receberam neste ano a inscrição de 79 escolas e instituições sociais, totalizando 5.800 alunos. As apresentações com regência do maestro Marcos Arakaki são feitas como o próprio nome diz, sob medida, com orientações sobre os instrumentos e as músicas de modo a oferecer os primeiros passos no entendimento e difusão da música orquestral.

 

 

Além disso, um DVD didático é distribuído aos grupos participantes do evento, com orientações visando dar continuidade aos conhecimentos adquiridos.

 

 

No repertório apresentado por grandes músicos, estão as obras Capricho Espanhol, op. 34, de Rimsky-Korsakov; Rapsódia Húngara nº 2, de Liszt; Guilherme Tell: Abertura, de Rossini; e L`Arlesienne: Suíte nº 2 – Farandole, de Bizet.

 

 

“Pouco a pouco e com muito rigor quanto à qualidade do trabalho oferecido, a Filarmônica de Minas Gerais tem conseguido democratizar a música clássica e, assim, contribuir para uma formação educacional e cultural mais diversificada e consistente em nossa sociedade. ” – Maestro Marcos Arakaki.

 

 

Música como formação e gentileza

O objetivo da Câmara Municipal de Itaúna, com essa ação foi de abrir portas aos participantes do evento e incentivar novas pessoas a conhecerem mais sobre a música. E a oportunidade foi de grande valor para os participantes. Lucas Pedro foi um deles. Ele já é Músico e Professor de Música e inclusive participou de orquestras e mesmo assim relatou: “É totalmente diferente do que eu estou acostumado, principalmente no meu trabalho. Exige muita concentração, silêncio absoluto. Achei fantástico. “ Para ele, essa oportunidade que a Câmara trouxe às pessoas precisa ser continuada: “Acho que deveria acontecer mais vezes, porque é cultura e as crianças dependem disso na educação. ” Lucas ressaltou ainda a importância de respeitar o silêncio, algo que aprendeu na apresentação e pretende passar aos seus alunos.

 

 

Maria Virgínia participa de um Coral. Ela nunca tinha assistido a uma apresentação de orquestra e relatou ter aprendido muitas coisas, principalmente sobre os instrumentos e como se comportar diante de uma apresentação. “Com certeza eu gostaria de voltar. ” Relatou Virgínia.

 

 

Detalhes como esses citados pela aluna são trabalhados pela Professora de Canto, Juliana Lima que parabenizou a iniciativa da Câmara e sugeriu o acesso ampliado a todas as escolas. “Foi muito importante para os meninos que ainda não tinham visto esse nível musical. O repertório muito bonito e a qualidade maravilhosa. ” Como instrutora ela ressalta que os alunos viram o quanto é importante e necessário o silêncio e a postura tanto dos músicos, quanto de quem assiste. “No meu caso com o coral, eles viram a atenção dos músicos à regência do maestro. ”

 

 

Veja mais depoimentos dos participantes

 

 

“ Eu acho que a música em si é abençoada, no geral e em termos de inclusão… Elias Santos”

 

Wagner já é Músico há 18 anos, Professor de Música e membro da Banda Sagrado Coração de Jesus. Ele também esteve presente no Concerto Didático e ressaltou que “ sempre quis conhecer a Sala Minas Gerais e nunca tive oportunidade, e agora a Câmara deu essa oportunidade e eu gostei demais, tenho vontade de voltar. ” Ele alerta que “Itaúna em relação à música está muito pobre ainda, tem que ter mais incentivo, ajudar mais as bandas e proporcionar mais conhecimento e história que a música traz. ” Para ele, o que fica de aprendizado é a “questão da dinâmica, a sensação que cada naipe, cada ataque do instrumento ou percussão que reflete na música. E o maestro contando a história antes de executar a música já faz a criança imaginar como vai ser.”

 

 

Elias Santos, também é Músico e Maestro da Banda Marcial de Itaúna. Ele ressaltou a importância de ampliação dessa oportunidade. Elias já assistiu a outros concertos mas ressalta que “ todos os concertos foram diferentes. Em BH o legal foi a didática, eles explicam, apesar de eu já conhecer um pouco, eu achei muito produtivo. Show de bola. Eu acho que a música em si é abençoada, no geral e em termos de inclusão, eu sou suspeito para falar, mas foi muito bom.” Elias ressaltou ainda a dedicação e o nível de maturidade dos músicos que compõe a Orquestra.

 

 

Conheça mais sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Acesse www.filarmonica.art.br

 

Crédito de fotos da Orquestra: Alexandre Rezende

 

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