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Atual Secretária de Educação acredita que a próxima administração também terá competência para manter o serviço, ao contrário do que veiculou o semanário S’passo

 
As escolas de tempo integral de Itaúna já vêm sendo mantidas com recursos próprios do município desde julho de 2015 quando o Governo Federal cortou a verba para esta finalidade que era enviada pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para todos os municípios brasileiros. A Secretária Municipal de Educação, Maria Virgínia Morais Garcia, informa que o município está controlando as finanças de forma a garantir que o benefício não seja retirado das famílias. “Há um ano e meio o serviço é prestado com recursos próprios pois tivemos de driblar a situação em que o Governo Federal colocou todos os municípios brasileiros ao cortar a verba no meio do ano de 2015. Em muitas cidades o serviço foi cortado e os pais tiveram de lidar com o retorno dos filhos para casa mais cedo, no meio do ano letivo. Graças a Deus tivemos competência para manter este serviço funcionando e acredito que a nova administração também terá capacidade e não vá deixar as famílias desassistidas, ao contrário do que insinua matéria feita por um semanário de Itaúna”, informa Virgínia.

 

 

A Secretária de Educação refere-se a matéria veiculada na página 3 do periódico S’passo, edição do final de semana, dia 24/12, no qual estampa manchete colocando em dúvida a continuidade do serviço pela próxima administração municipal. “Educação perde prazo e escolas ficam sem recurso – Instituições de ensino de tempo integral estão sob o risco de não conseguirem manter as atividades no ano que vem”, foi a afirmação da primeira página do periódico.

 

 

A secretária informa que nenhum servidor da Secretaria de Educação e Cultura foi procurado pelas pessoas que trabalham no jornal para apuração da “notícia”. Maria Virgínia explica que no final do ano o governo remodelou o programa “Mais Educação” que inclusive passou a ser chamado “Novo Mais Educação” e deu um prazo para que as escolas se cadastrassem e cadastrassem os planos de trabalho para o tempo integral. “Todas as escolas se cadastraram e o FNDE deu um prazo para o cadastro dos planos. Acontece que eles mesmos quebraram este prazo ao adiantar o cronograma de entrega dos planos sem aviso prévio aos municípios. Devido a esta situação, várias cidades brasileiras perderam o prazo. Inclusive a UNDIME/MG e a UNDIME NACIONAL – União Nacional dos Dirigentes Municipais – já entraram em contato com o presidente do FNDE questionando esta mudança e obtivemos dele a resposta de que vai verificar o motivo do erro ter acontecido e que provavelmente em 2017 o prazo será reaberto”, explicou Maria Virgínia que, além de Secretária de Educação e Cultura de Itaúna, é presidente da UNDIME/MG.

 

 

“Tenho certeza que, assim como nós tivemos competência para manter este recurso mesmo com o corte da verba pelo Governo Federal, por um ano e meio, a próxima administração também conseguirá manter a escola em tempo integral. Como presidente da UNDIME/MG garanto que não apenas Itaúna, mas todas as cidades mineiras que foram prejudicadas com esta mudança do FNDE, terão todo suporte legal e institucional para que possam recorrer desta decisão e manter o serviço que tanto bem fez aos moradores mais carentes de Itaúna”, tranquiliza Virgínia. A secretária lamenta não ter tido a oportunidade de esclarecer esta situação para os leitores do semanário S’passo que mais uma vez perdem a oportunidade de ter acesso à informação completa.

 

 
Foto: apresentação espetáculo Mosaico, dos alunos do Tempo Integral da E.M. Dona Cota, no Caic, em outubro de 2016. Crédito: ASCOM/PMI

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