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Prefeitura inicia campanha junto à população para combater focos do mosquito Aedes aegypti

 

 

O resultado do primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti – LIRAa – de 2017, realizado em Itaúna entre os dias 09 e 12 de janeiro, exigiu da nova administração ações imediatas para conter a proliferação dos focos. O LIRAa é o instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para identificar a presença do mosquito, causador da Dengue, febre Chikungunya e vírus Zika, e nortear as estratégias de combate ao inseto.

 

 

O Município atingiu o índice consolidado de 3,0%, isso que dizer que a cada 100 imóveis há pelo menos três com focos de larvas do Aedes aegypti, o que aponta para um médio risco de infestação. A região do Lourdes é a que apresenta maior incidência. Dos 64 bairros, o LIRAa identificou criadouros em pelo menos 29. São eles: Aeroporto, Centro, Cerqueira Lima, Chácara do Quitão, Cidade Nova, Garcias, Jadir Marinho, Juscelino Kubitschek, Irmãos Auler, Itaunense, Lourdes, Morada Nova I, Morada Nova II, Morro do Engenho, Murilo Gonçalves, Nogueirinha, Novo Horizonte, Padre Eustáquio, Piedade, Residencial Santanense, Santa Edwiges, Santanense, São Geraldo, Várzea da Olaria, Veredas, Vila Mozart, Vila Washington, Vila Tavares e Vila Vilaça.

 

 
Ações imediatas e conscientização

Diante do diagnóstico, a Secretaria Municipal de Saúde traçou as metas a serem seguidas com a intenção de eliminar os focos, visando coibir o risco de epidemia. A Gerência de Vigilância iniciou um programa de capacitação dos agentes de combate às endemias (ACE) e agentes comunitários de saúde (ACS), além de médicos e enfermeiros, que vão passar por uma reciclagem, com a proposta de garantir o melhor atendimento à população.

 

 

O setor já ampliou também a conscientização da comunidade, que tem papel essencial no combate ao mosquito. Um estande foi montado na Praça Doutor Augusto Gonçalves para orientações sobre a prevenção às doenças causadas pelo Aedes aegypti. As lideranças religiosas serão convidadas a contribuir, disseminando informações entre os frequentadores de todas as igrejas. A campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue e outras doenças também será levada às empresas e a partir do início do ano letivo, em fevereiro, estará nas escolas, junto às crianças e adolescentes.

 

 

Além das ações educativas, a fiscalização também está sendo intensificada. “As vistorias começaram pelo Centro da cidade, esta semana, e as equipes vão priorizar também os bairros de Lourdes, Padre Eustáquio e Santa Edwiges, fechando o cerco contra o avanço do mosquito em diferentes regiões do município”, informou o gerente de Vigilância em Saúde, Jarbas de Melo.

 

 

O gestor destaca a importância da população receber os agentes em suas casas. Em Itaúna, mais de 80% dos criadouros estão dentro de imóveis. “A população é a principal parceira da Prefeitura na luta contra o mosquito da Dengue. Todos devem ser corresponsáveis pela eliminação dos focos do inseto, afinal, a maior parte dos criadouros foi encontrada em baldes, bebedouros de animais, Plantas que acumulam água (bromélias), caixa d´água, piscina, plásticos, ralinhos e vasos sanitários”, completou Jarbas.

 

 
Medidas simples ajudam a eliminar os focos

Para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução. A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente. Como a proliferação do inseto é rápida, além das iniciativas governamentais, é muito importante que a população também colabore. Então, é sempre bom estar atento a algumas dicas:

 

 

– Não deixar a água se acumular em recipientes como, por exemplo, vasos, calhas, pneus, cacos de vidro, latas, entre outros;

 

– Manter fechadas as caixas d’água, poços e cisternas;

 

– Não cultivar plantas em vasos com água. Usar terra ou areia nestes casos;

 

– Tratar as piscinas com cloro e fazer a limpeza constante. O ideal é deixá-las cobertas ou vazias quando não for usar por um longo período;

 

– Manter as calhas limpas e desentupidas;

 

– Avisar um agente público de saúde caso exista alguma situação onde haja o risco de proliferação das doenças.

 

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