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Um advogado, de 24 anos, usou as redes sociais nesta segunda-feira (19) para denunciar uma agressão em um bar na noite do dia 14 de junho, véspera de feriado. O agressor, segundo a vítima, se identificou como policial militar aos seguranças do estabelecimento. O delegado responsável pelo caso informou que o suspeito e a vítima serão chamados para depor nesta terça-feira (20).

 

A Polícia Militar (PM) informou que, a princípio, o caso será investigado pela Polícia Civil, por se tratar de crime comum. No âmbito da PM, será instaurado um procedimento administrativo para investigar o ocorrido. De acordo com o estabelecimento, os funcionários fizeram o primeiro atendimento à vítima e foram cedidas as imagens do circuito interno para apuração do caso.
No texto, publicado no Facebook, Marco Túlio Marques Nogueira, contou que estava na casa de shows na companhia de uma amiga e de uma prima.

 

“Ao meu aproximar do Bar, um indivíduo identificado posteriormente como policial militar me agrediu, me golpeando com cotovelo e socos. Fiquei desacordado no chão até que algumas pessoas me levaram para o banheiro, prestando os primeiros socorros”, escreveu.

 

Após recuperar a consciência, ele questionou os seguranças do local se o agressor tinha sido expulso.

 

“Um dos seguranças me informam que sim. Que o agressor se identificou como policial e que nada ocorreria com ele, pois além de ser um militar, eu teria provocado, chamando-o duas vezes de Maria (o agressor estava com a blusa do Cruzeiro)”, relatou na rede social.

 

Ainda na internet, o advogado esclareceu que “realmente por diversas vezes falei o nome Maria, mas não direcionando ao agressor, mas sim para minha amiga que se chama Maria. Fui levado ao Hospital, para dar pontos na boca, e ser atendido por um médico”, concluiu, ainda conforme o texto.

 

Após receber o atendimento, elecontou que foi até o quartel da PM, registrou a ocorrência e mostrou uma foto do agressor aos militares de plantão.

 

Na tarde desta segunda, já com as imagens do circuito interno de monitoramento da casa de shows, o advogado foi até a delegacia e, posteriormente, a corregedoria da PM para registrar a denúncia contra o militar.

 

“Foi solicitado que eu fizesse o exame de corpo de delito e eu vou fazer amanhã (20). Estou com pontos na boca e com hematomas pelo rosto”, disse Nogueira em entrevista ao G1.

 

O delegado que investiga o caso, Diego Almeida Lopes Mendonça, também conversou com a reportagem e afirmou que o suspeito achou que a vítima o estava chamando de “Maria” de uma forma provocativa.

Ele disse que, tanto o policial, quanto a vítima serão ouvidos e o caso será encaminhado para o Juizado Especial de Itaúna.

 

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