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Adolescentes infratores terão, em 2018, um modelo prisional focado em recuperação. Até março do próximo ano, Itaúna/MG recebe a primeira unidade do país a adaptar o método da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) a rapazes detidos. A presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, apoia a iniciativa.

 

 

Por enquanto, a abordagem da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) atendia apenas adultos, em 43 cidades de quatro estados. Na Apac, o preso cumpre rotina de ensino e trabalho, com suporte de voluntários e funcionários. Cabe aos internos, inclusive, a segurança do local, por não possui agentes prisionais.

 

 

Na terça-feira (6/6), Cármen Lúcia discutiu detalhes dessa unidade para menores com Valdeci Ferreira, diretor-executivo da FBAC, em reunião no Supremo Tribunal Federal (STF). “Ela levantou a bandeira Apac Juvenil tanto masculina, quanto feminina. Com esse apoio, vamos conseguir construir o prédio. Saímos de lá com prazos estabelecidos”, diz Ferreira.

 

 

Estão previstas vagas para 60 rapazes — divididas por igual entre os regimes provisório, internação e semi-internação. Aplicar o método Apac aos menores exige ajustar ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), planos antes adaptados à Lei de Execuções Penais (LEP). São legislações completamente diferentes.

 

 

Começou em 2011 o debate sobre a unidade juvenil. Desde então, os organizadores constituíram pessoa jurídica para a entidade e receberam doação de terreno, com 10 mil m², onde a sede será erguida. “É um tamanho próximo ao da Apac para adultos”, afirma Ferreira. Estão concluídos, também, o projeto pedagógico e o arquitetônico.

 

 

“O projeto tem ênfase em educação e capacitação profissional, pois o jovem está em fase de aprendizado. É diferente dos adultos, que podem vir de uma vida arraigada no crime, na droga, na violência. Com os adultos, outros valores são mais trabalhados. O tempo irá nos dizer o que vai ou ao encontro à psicologia do adolescente”, afirma o diretor.

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