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gerente da empresa Griff e a namorada dele foram detidos e documentos e um carro de luxo, apreendidos durante a Operação “Crime da Moda”, deflagrada em Itaúna na manhã desta quinta-feira (27). A ação tem o objetivo de desarticular um esquema de sonegação fiscal praticado por distribuidores e atacadistas estabelecidos em Itaúna, Montes Claros e Contagem.

 

O G1 tentou contato com a empresa, mas as ligações não foram atendidas.

 

Policiais civis de quatro cidades do Centro-Oeste de Minas deram apoio à operação contra sonegação de impostos no setor atacadista de gêneros alimentícios. Os policiais se dividiram em equipes para cumprir cinco mandados de busca e apreensão.

 

Os documentos e o carro foram encontrados em uma casa. “Os documentos são por determinação judicial para que a Receita Estadual possa fazer as análises quanto à sonegação. O carro é de valor bastante considerável e não está no nome de nenhum membro da casa e também não está com o licenciamento em dia, por isso resolvemos fazer a remoção para verificar se serve também como lavagem de dinheiro”, explicou o delegado Diego Lopes.

 

O imóvel, segundo a Polícia Civil, é do gerente da empresa, apontado pelas investigações como um dos cabeças do esquema. Ele e a namorada foram detidos.

 

“O morador vai ser levado para que possam ser prestados os esclarecimentos e a namorada dele por ter dificultado a entrada dos policiais na residência e ela pode ter cometido o crime de favorecimento pessoal”, explicou.

 

Na empresa, os fiscais e auditores da Receita Estadual checaram as mercadorias e copiaram as informações do computador. Ao cruzar os dados entre a circulação de mercadorias e o porte das empresas, a Receita Estadual descobriu que pequenas empresas de Itaúna emitiam milhões de reais em notas fiscais para grandes atacadistas do Ceasa na região metropolitana de Belo Horizonte.
As empresas seriam usadas para sonegar ICMS. “As empresas eram usadas como laranjas na compra de mercadoria e não recolhia o ICMS e quando fazia a venda também não recolhia o imposto, deixando assim o estado no prejuízo com o tributo. Estima-se que o valor sonegado chegue a R$ 20 milhões”, avaliou o superintendente regional da Secretaria de Estado da Fazenda Eduardo da Silva Mendonça.

 

 

G1

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