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Igreja não quis se pronunciar sobre quais são as irregularidades cometidas pelo sacerdote, que não retornou as ligações do G1 para falar sobre o caso, mas se manifestou pelas redes sociais.

 

A Diocese de Divinópolis comunicou nesta sexta-feira (11) que retirou o “uso de ordens” do padre Bento Mateus Borges por irregularidades, mas não quis informar quais seriam. O comunicado foi divulgado por meio de nota no site da diocese e informa que a decisão é por tempo indeterminado. O G1 entrou em contato com o sacerdote, mas não obteve retorno das ligações até esta publicação. Pelas redes sociais, ele lamentou a decisão. “O remédio está sendo amargo e forte demais para um simples padre”, afirmou.

 

Segundo a nota da Diocese, o bispo Dom José Carlos se manifestou sobre o caso após ouvir o Conselho Presbiteral Diocesano. “O comportamento do sacerdote, que age e fala em nome e em benefício próprios, não tem nenhuma aprovação de nossa parte.”

 

Diante das irregularidades identificadas, a Igreja decidiu pela “necessidade de estabelecer penalidades medicinais para estes comportamentos e retirou dele o uso de ordens por tempo indeterminado e a determinar sua interdição”.

 

A instituição ainda informou que o padre, mesmo afastado, vai continuar recebendo remuneração como clérigo, além de moradia (na Mitra Diocesana, no Centro Diocesano de Pastoral), alimentação e cuidados. “Não há nenhuma postura exagerada ou estranha da parte da diocese nas medidas tomadas, pois o padre foi advertido inúmeras vezes sobre seu modo de agir”, destacou a nota.

 

Padre Bento Mateus Borges poderá celebrar a eucaristia apenas de forma privada. A decisão da Igreja suspende o sacerdote do exercício de quaisquer outros atos ministeriais, como batismo e matrimônio.

 

O G1 entrou em contato com a diocese, que informou que não passaria informações sobre as irregularidades praticadas pelo padre. Padre Bento Mateus Borges não retornou as ligações feitas pelo G1, mas, através das redes sociais, ele disse que não fez nada que pudesse ofender ao sacerdócio.

 

 

Dívidas teriam motivado afastamento

 

“A penalidade se refere apenas à dívida que assumi com terceiros, relacionada a aluguéis de minha irmã e necessidades financeiras, por isso tive que pedir dinheiro emprestado e fui denunciado”, relatou.

 

O padre ainda disse que está acertando com cada pessoa que emprestou dinheiro e o ajudou em momento de necesidade. “Acreditem, o remédio está sendo amargo e forte demais para um simples padre que não tem nada mais que o seu sacerdócio e o serviço a seus irmãos para viver. Minha vida está nas mãos do Senhor”, declarou.

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