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Mais de 90% dos focos do mosquito transmissor da dengue e da febre amarela estão dentro das casas

 

O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti – LIRAa, realizado entre os dias 08 de 12 de janeiro, e divulgado nesta segunda, 22, coloca o Município de Itaúna em situação de alerta contra o mosquito transmissor de doenças como a dengue, febre amarela, febre chikungunya e zika. O diagnóstico é o primeiro de 2018 e exige ações rápidas da Prefeitura, que reforça a mobilização nas áreas consideradas de alto risco e também na zona rural.

 

 

O resultado apontou larvas do inseto em 26 bairros. Na Várzea da Olaria, Padre Eustáquio, Piaguassu e Leonane, onde os índices estão mais altos, o reforço nas estratégias de conscientização da população teve início com a presença dos agentes de saúde nas ruas e em visitas domiciliares. A Secretaria Municipal de Saúde também está vigilante em todos os bairros onde foi constatada a presença do mosquito. São eles Piedade, Nova Vila Mozart, Lourdes, Irmãos Auler, Aeroporto, Parque Jardim, Jadir Marinho, Vila Tavares, Universitário, São Judas Tadeu, Nogueira Machado, Santo Antônio, Morro do Sol, Cerqueira Lima, Vila Nazaré, Chácara Quitão, São Geraldo, Santa Edwigens e Santanense, além do Centro e região do Fundão.

 

 

Para executar o LIRAa, a Prefeitura colheu amostras em 1.859 imóveis em todo o Município. Do total de coletas analisadas, 50,75% foram positivas para a presença do Aedes aegypti; 27,62% para o Aedes albopicyus; e 21,64% para outros insetos, como pernilongos. O Índice de Infestação Predial foi de 2,80%. Isso significa que a cada 100 residências vistoriadas, em quase três havia a presença do Aedes.

 

 

O levantamento também apontou que mais de 90% dos locais de reprodução do mosquito transmissor da dengue e da febre amarela estão dentro de casas e imóveis residenciais. A maioria das larvas encontrada pelos técnicos em saúde estava em vasos, frascos, bebedouros de animais, tanques, calhas, lajes, lixo, pneus, garrafas, plástico, sucatas, tambor, tanque, e poços.

 

 

“É urgente a participação de todos nessa luta. A população tem que estar conscientizada e preparada par agir, sobretudo porque a maioria dos depósitos de água parada é de fácil eliminação”, alertou Mary Provezani, coordenadora do Setor de Zoonoses

O secretário municipal de Saúde reforça a recomendação. “Quase 100% dos focos do mosquito transmissor das doenças estão dentro de casa. Por isso, a Prefeitura precisa da ajuda de todos os itaunenses para combater o Aedes aegypti. Vivemos a época mais propícia para a proliferação do inseto, o verão, e, por isso, os cuidados devem ser redobrados. Nunca deixe água limpa parada e descoberta”, disse Fernando Meira de Faria.

 

Estado de atenção

A Secretaria Municipal de Saúde realiza levantamentos durante todo o ano para monitorar as principais áreas de risco e intensificar a ação nas regiões identificadas vulneráveis para a proliferação do Aedes aegypti. O resultado do LIRAa referente ao mês de janeiro, de 2,8%, é o maior desde que os dados são mensurados pela Prefeitura. Em novembro de 2017, o percentual foi de 1,79 e em outubro, 0,9. “Os meses quentes e com maior quantidade de chuva criam o ambiente ideal para a reprodução do inseto, o que explica o crescimento da taxa de infestação”, acrescentou Mary.

 

 

Reforço das estratégias na zona rural

As ações de proteção da população rural e de controle ao mosquito Aedes aegypti também recebem reforço. Nos últimos dias, a Secretaria de Estado de Saúde estendeu o alerta aos municípios da região Centro-Oeste para os riscos em relação à febre amarela, doença que é transmitida pelo mosquito. A mobilização e orientação social já chegaram às comunidades de Córrego do Soldado, Barragem, Lopes, Carneiros, Freitas, Pedras, Brejo Alegre e Vista Alegre, Cachoeirinha e Campos.

 

 

Cenário regional

Conforme dados da Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis, o índice do LIRAa em Itaúna (2,8%) está menor que o de outros municípios. Em Luz, o resultado foi de 9,7%, seguido de Pitangui (7,6%), Divinópolis (6,5%) e Itapecerica (4,5%).

 

 

Assessoria de Comunicação

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