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Obras realizadas no cruzamento da linha férrea da Rua Silva Jardim no último mês trouxe novamente a discussão sobre o Projeto de Transposição de Itaúna. Há 03 anos, as entidades integrantes do Centro de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental de Itaúna – CDE, cobram dos órgãos competentes nas esferas estadual e federal, a finalização da aprovação deste projeto e início da obra, para evitar mais transtornos à população e empresas.

 

 

O presidente do CDE Itaúna, Maurício Gonçalves Nazaré, esteve este ano em Brasília na ANTT e DNIT, cobrando posicionamento quanto ao projeto. Além disso, esteve com Deputados Federais, para que possam ajudar na resolução deste impasse.

 

 

Informações de 2015 destacavam que o cronograma de obras previsto para a malha ferroviária da região, abrangia as cidades de Ibiá, Itaúna e Betim, nesta ordem de execução. Porém, após as obras de Ibiá, Betim foi contemplada, devido à grande influência da representatividade política da cidade, passando a vez de Itaúna.

 

 

Desde 2015, a VLI, então representada por seu analista de Comunicação e Relações Institucionais, apresenta às entidades anualmente o cronograma de atividades da empresa, referente ao projeto. O CDE se posiciona argumentando que muitos são os problemas enfrentados pela população, como o aumento em casos de suicídios, acidentes, além da perturbação devido a buzina da locomotiva, afetando moradores da região, bem como enfermos do Hospital Manoel Gonçalves.

 

 

Em reunião nesta quarta-feira (06/06) no Edifício CDE, o analista de Comunicação e Relações Institucionais da VLI, Marcelo Quintino, apontou que o contrato da concessão da empresa termina em 2026, mas que estão propondo repactuar e devolver alguns trechos, para que haja viabilidade financeira através das multas geradas pela devolução, sendo que este recurso deverá ser utilizado para realizar obras como esta do contorno ferroviário de Itaúna, que tem orçamento previsto com data de janeiro de 2016, na ordem de R$190.604.147,89.

 

 

“Nestes momentos é que percebemos claramente a necessidade de união da classe política e população itaunense, para escolhermos um candidato com reais possibilidades de ser eleito, para que nas próximas eleições consigamos eleger um deputado Estadual e um Federal e, com isso, elevar o prestígio político de nossa cidade com os governos”, aponta Maurício Nazaré.

 

 

Todo o trabalho de cobrança das entidades que compõem o CDE (ACE Itaúna, CDL Itaúna, Sindicomércio, Sicoob Centro-Oeste, Sindimei e Aconita), junto ao governo, se deve aos impactos negativos para a cidade, além dos sentidos principalmente pelas empresas associadas, que perdem com a influência negativa da passagem das máquinas na área urbana da cidade.

 

 

“As entidades entendem a importância do modal ferroviário para o desenvolvimento da região, que transporta nossa riqueza. Porém, cabe o bom senso, pois a área urbana de Itaúna cresceu, exigindo melhor projeção para locomoção e bem-estar dos itaunenses e suas empresas, sendo o projeto de Transposição da Linha Férrea, um passo muito importante para o pleno desenvolvimento de nossa cidade”, destaca Maurício Gonçalves Nazaré.

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