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Saúde realiza último LIRAa do ano e reforça as estratégias nos bairros com maior número de focos do mosquito

 

Realizado na semana passada, o quarto e último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti – LIRAa – de 2018 – apontou para a necessidade de Itaúna intensificar, ainda mais, o combate ao mosquito, transmissor da Dengue, Zika vírus, Chikungunya e Febre Amarela, em área urbana. O levantamento, após vistorias em 1.785 imóveis, apontou médio risco de infestação (2,2%).

Nos bairros Leonane, Irmãos Auler, Vila Vilaça e Padre Eustáquio, onde foi encontrado o maior número de focos, as equipes já reforçaram as ações, nesta segunda-feira, 29 de outubro. No Nogueira Machado, Lourdes e Nogueirinha os trabalhos serão ampliados a partir de 05 de novembro.

 

O LIRAa permite ao Setor de Vigilância em Saúde conhecer de maneira eficaz e segura os índices de infestações larvárias e dados referentes aos tipos de recipientes, viabilizando melhor planejamento das estratégias de controle. Com o resultado, o departamento apura as regiões que necessitam de maior atenção. A maior parte dos locais de reprodução do inseto foi encontrada dentro das casas.

 

 

“Depósitos móveis, lixo, caixas d´água, plantas, vasos de plantas e especialmente em bromélias, vaso sanitário, ralinhos e pneus. A pesquisa mostrou, mais uma vez, que os principais criadouros ficam no interior das residências e quintais. É preciso que a população contribua, façam vistorias. Se cada um tirar dez minutos por dia para isso, conseguiremos reduzir cada vez mais a proliferação do Aedes aegypti”, alerta a gerente do departamento, Maria Izabel Dâmaso.

 

 

O secretário, Fernando Meira de Faria, salienta: “Precisamos da ajuda de todos os itaunenses. Vivemos a época mais propícia para a proliferação do mosquito, com o período de chuvas e a proximidade do verão. Por isso, os cuidados devem ser redobrados. Nunca deixe água limpa parada e descoberta”, recomenda.

 

 

Trabalho contínuo

Em Itaúna, o trabalho de prevenção e eliminação do Aedes aegypti é contínuo. Mesmo na época menos propícia à proliferação do mosquito, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde ficaram atentas e desenvolveram diversas atividades para extinguir os criadouros, além de conscientizar a população sobre as medidas que devem ser adotadas no dia a dia, nesse sentido.

 

 

As campanhas educativas e o reforço das estratégias, desde o início de 2017, para a eliminação dos focos do inseto, têm gerado excelentes resultados, com a redução significativa dos índices de contaminação pela doença. De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado pelo Estado em 22 de outubro, o Município notificou, de janeiro até este mês, 15 casos prováveis de Dengue. A incidência de 16,18, é considerada baixa, diante da população da cidade, estimada em 92.696 habitantes, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

 

 

Redução de impacto

No geral, considerando todas as regiões, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aeypti – LIRAa – de 2018, em Itaúna, ficou em 2,2%, que também sinaliza médio risco de infestação. O primeiro do ano deu 2,8%; o segundo, 2%; o terceiro, 0,9%, o que significa que as ações executadas ao longo do ano pela Secretaria Municipal de Saúde surtiram efeito, com redução significativa do impacto da presença do mosquito.

 

 

A realidade atual é bem diferente, por exemplo, de 2016, quando, no primeiro quadrimestre, a cidade ficou em alerta para uma situação de epidemia. Na época, conforme o Sistema de Notificação de Agravos, ferramenta do Ministério da Saúde para monitoramento da enfermidade, entre janeiro e dezembro, houve 3.610 notificações. A grande quantidade de ocorrências também fez vítimas. Até dezembro daquele ano foram registradas na cidade sete mortes em decorrência da Dengue.

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