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Atividades são reforçadas em diversos bairros, após resultado do quarto LIRAa de 2018

 

 

A luta contra o Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika vírus, Chikungunya e Febre Amarela, em área urbana, continua em toda a cidade. O trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde ganhou reforço, na quarta-feira, 31 de outubro, com o fumacê, nas ruas do Irmãos Auler, para eliminação dos focos na região. Agentes de Combate a Endemias (ACE) também concentraram as atividades no bairro, com orientações à comunidade e remoção de recipientes que possam acumular água e servir de criadouros para o inseto.

 

 

O quarto e último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 apontou a necessidade de ações emergenciais para eliminação do mosquito. A pesquisa, que envolveu 1.785 imóveis, apontou médio risco de infestação (2,2%). No Leonane, Irmãos Auler, Vila Vilaça e Padre Eustáquio, onde foi encontrado o maior número de focos, as equipes ampliaram as estratégias no início da semana passada.

 

 

Nesta segunda-feira, 05 de novembro, os ACE intensificaram as vistorias e conscientização da população no Centro e Centenário, sendo que este último receberá também o fumacê quando a chuva cessar. No Nogueira Machado, Lourdes e Nogueirinha esse trabalho também será reforçados. A Gerência de Vigilância em Saúde ainda dará atenção aos cemitérios, devido ao aumento dos vasos de plantas, acumuladores de água, nesses locais, por causa das celebrações em homenagem aos finados, no feriado de sexta-feira, 02.

 

 

Ferramenta eficaz

 

 

O LIRAa permite à Gerência de Vigilância em Saúde conhecer de maneira eficaz e segura as infestações larvárias e dados referentes aos tipos de recipientes, viabilizando melhor planejamento das estratégias de controle. Com o resultado, o departamento apura as regiões que necessitam de maior atenção. A maior parte dos locais de reprodução do inseto foi encontrada dentro das casas.

 

 

Importância da prevenção

 

 

“Depósitos móveis, lixo, caixas d´água, plantas, vasos de plantas e especialmente em bromélias, vaso sanitário, ralinhos e pneus. A pesquisa mostrou, mais uma vez, que os principais criadouros ficam no interior das residências e quintais. É preciso que a população contribua, façam vistorias. Se cada um tirar dez minutos por dia para isso, conseguiremos reduzir cada vez mais a proliferação do Aedes aegypti”, alerta a gerente de Vigilância em Saúde, Maria Izabel Dâmaso.

 

 

O secretário, Fernando Meira de Faria, salienta: “Precisamos da ajuda de todos os itaunenses. Vivemos a época mais propícia para a proliferação do mosquito, com o período de chuvas e a proximidade do verão. Por isso, os cuidados devem ser redobrados. Nunca deixe água limpa parada e descoberta”, recomenda.

 

 

Trabalho contínuo

Em Itaúna, o trabalho de prevenção e eliminação do Aedes aegypti é contínuo. Mesmo na época menos propícia à proliferação do mosquito, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde ficaram atentas e desenvolveram diversas atividades para extinguir os criadouros, além de conscientizar a população sobre as medidas que devem ser adotadas no dia a dia, nesse sentido.

 

 

As campanhas educativas e o reforço das estratégias, desde o início de 2017, para a eliminação dos focos do inseto, têm gerado excelentes resultados, com a redução significativa dos índices de contaminação pela doença. De acordo com o último boletim epidemiológico, divulgado pelo Estado em 22 de outubro, o Município notificou, de janeiro até este mês, 22 casos prováveis de Dengue. Apenas quatro foram confirmados. A incidência de 16,18, é considerada baixa, diante da população da cidade, estimada em 92.696 habitantes, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

 

 

Redução de impacto

No geral, considerando todas as regiões, o resultado do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aeypti – LIRAa – de 2018, em Itaúna, ficou em 2,2%, que também sinaliza médio risco de infestação. O primeiro do ano deu 2,8%; o segundo, 2%; o terceiro, 0,9%, o que significa que as ações executadas ao longo do ano pela Secretaria Municipal de Saúde surtiram efeito, com redução significativa do impacto da presença do mosquito.

 

 

A realidade atual é bem diferente, por exemplo, de 2016, quando, no primeiro quadrimestre, a cidade ficou em alerta para uma situação de epidemia. Na época, conforme o Sistema de Notificação de Agravos, ferramenta do Ministério da Saúde para monitoramento da enfermidade, entre janeiro e dezembro, houve 3.610 notificações. A grande quantidade de ocorrências também fez vítimas. Até dezembro daquele ano foram registradas na cidade sete mortes em decorrência da Dengue.

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