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feDando uma filosofada na varanda em Cabo Frio, olhando para aquele marzão e as beldades do entorno, minha mente voava com as gaivotas… Claro que não sou nenhum filósofo. Nietzsche dizia que ‘um filósofo para ser estimado tem que pregar com o seu exemplo’. Então, ser filósofo é ser esteio das pessoas. Pra mim não dá, eu seria um contratestemunho em pessoa. Já basta meu período de TLC. E depois, ficar ‘pre ocupado’ com o que os outros estão pensando de mim? Neihn! Conversando com uns amigos numa roda de bate papo etílico alguém disse que quase todo Filósofo e Psiquiatra são ‘maluco beleza’… E eu cá pensando com meus botões: por que será que os padres e os pastores de formação acadêmica (não aqueles fabricados nas denominações, que nem têm cultura nenhuma) têm que estudar Filosofia? Perdoem-me pela ignorância, mas, Filosofia e Religião têm afinidade? Grandes autores e filósofos do passado mencionaram algo tipo “a religião é ópio do povo” – embora atribuído a Marx, alguns dizem que é de Nietzsche. O importante que percebi é que os filósofos vêem a religião como uma droga. O ópio. Viciante, causa dependência… Pergunto: Como fica o sentido da vida? Será que tem mesmo sentido? Essa coisa dogmática das religiões? Penso que é melhor viver intensamente do que ficar pensando nisso. Sou um buscador desde menino, meus neurônios já estão todos sapecados e não cheguei a nenhuma ideia totalmente conclusiva. “Vivendo e aprendendo a jogar”, escreveu Guilherme Arantes e cantou Elis Regina. Fico cada vez mais impressionado como o ser humano é ‘político’ por natureza. Tudo jogo de interesses. Cansei de ver isso na família, na profissão, na igreja católica, na igreja evangélica, nos grupos de estudos… Na vida, em geral. A mesma situação é totalmente diferente dependendo da pessoa com quem se trata. Se é rico, se é pobre, se é negro, se é gay, se é famoso, se é bem vestido, mal vestido… Impressionante. E cada um é dono da ‘sua’ verdade. Uma coisa tem sido de grande valia para mim: aprendi a respeitar a diversidade. E já descendo a serra, tenho procurado ter satisfação com a vida, viver o instante, solidarizar-me mais e mais com os discriminados sociais, sexuais, profissionais, raciais e tudo mais… O que me adianta saber coisas e coisas sobre tudo e sobre todos, sobre a Bíblia, sobre as religiões, sobre a política, enfim, sobre a própria vida e não viver bem? Isso sim, é que é a falta de sentido da vida. Quantas vezes mudei minha maneira de ver as coisas, pensava que tudo que conhecia naquele momento era a verdade e ai daquele que contestasse as minhas respostas e minhas colocações. E na continuidade das buscas via que eu estava ‘mal informado’, digamos assim. Alguém me disse certa vez que sou Ciclotímico. E eu perguntei: “e quem não é?” Vejo líderes espirituais pregadores mudando de foco e de estilo a todo o momento: pentecostais e cheios de amuletos; libertação e cura, lencinhos, portais, fogueiras; Teologia da prosperidade; Teologia da Libertação; Fundamentalistas. E o pior, quando só falam em castigo, ameaças, capeta e inferno… Ora, cada um é o seu próprio caminho, é o que eu tenho pensado. Ou, se alguns preferirem, segundo o Evangelho Cristão, cada um torna-se o caminho procurando imitar o Caminho, a Verdade e a Vida, pela renovação da sua mente. “Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”… “Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida, é bonita e é bonita” (Gonzaguinha). O texto está desconexo? Deve ser culpa do Campari… Estou enviando assim mesmo, ora, é muito difícil escrever no telefone. Que este ano seja de muita paz, saúde e alegria para todos nós. Fui.

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