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03-Porque-a-fe-prejudica-o-individuoNo outro artigo meu desta semana, que sairá sábado no outro jornal, rememoro uns temas que sempre gosto de tocar. E acabei beliscando novamente o ‘sentido da vida’. Sabe o que é? A envelhecência faz com que a gente fique num tal de ir e vir danado. Se para no meio da escada, não sabe se está subindo ou se está descendo. Com uma perna dentro da banheira, nu, não sabe se está entrando ou se está saindo… Numa noite de amor diz para a outra metade: vai ser bom, não foi? O que importa é que a vida vale a pena ser vivida. E vivida intensamente, em cada momento. O ser humano vive na busca da felicidade, isto é vero. O problema é essa busca desenfreada de prazeres irresponsáveis, em termos egocêntricos, cada um só enxergando o seu próprio umbigo, o seu sucesso individual. Nem que tenha que passar sobre a cabeça do outro. E quando falo isso, incluo principalmente as lideranças, em todos os meios, inclusive e talvez principalmente, nos meios religiosos, onde cada um só pensa no seu próprio bem, apesar de alegar que é para o bem de todos e felicidade geral da nação… E acaba encabrestando todo mundo… “Está de mau humor hoje?” alguns poderão estar pensando. Não. Apenas corri os olhos no livro da Bíblia Eclesiastes (e não Eclesiástico), escrito pelo Rei Salomão, que aconselho a todos lerem com bastante atenção e observando as conclusões a que ele chegou sobre o sentido da vida. Sumariamente, ele concluiu que ‘tudo é vaidade’ (hebel, do grego = neblina, sopro de ar, vapor, nuvem) – tudo passa, é transitório, vazio, sem sentido. Também concluiu que ‘não há propósito para o trabalho do homem debaixo do sol’ e que ‘tudo é repetitivo’. Se não soubermos viver intensamente esta sucessão de ‘mesmacoisa’, ou seja, aquele momento presente que é parte da vida: a vida não terá nenhum sentido….

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