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feFiquei chocado quando acordei e vi no zap zap a mensagem informando que o meu amigo e colega de profissão, Dr. Clauto, havia morrido de infarto fulminante, num resort na Bahia, onde curtia uma viagem de lazer com sua família em merecido descanso. Até onde eu sabia, estava em plena forma, totalmente ereto, esbelto e em perfeita saúde. Chocou-me. Um dia antes já estava assustado com a morte do filho do Biza, de 20 anos, menino joia, bacana, com todo um projeto de vida pela frente, inclusive casamento marcado… Ainda há pouco, outro colega dentista e grande amigo, Dr. Euler Coutinho, havia mudado pro outro lado… Trocávamos figurinha quase todos os dias no restaurante. No sepultamento do Clauto, onde vi um montão de contemporâneos e colegas de profissão – diga-se uma turma de 3ª idade danada: ‘senescência’ – me dei conta de que dona morte estava chegando muito perto. Eu, hein! Prefiro envelhecer a morrer. Lembrei-me do meu pai, grande gozador, que gostava de dizer: “gente que nunca morreu tá morrendo”… A morte é inevitável. É a única certeza que temos na vida. O resto é especulação. E que vidinha curta esta nossa! É como um piscar de olhos. Olho para o Universo e me sinto um micróbio, sabendo que estou aqui num planetinha de merda, num sistema solar de 5ª grandeza na Via Láctea de UMA galáxia e sabendo que existem CENTENAS DE BILHÕES de outras galáxias e cada uma delas com BILHÕES de estrelas (como o nosso Solzinho de 5ª grandeza). E mais ainda, este Universo está em constante expansão. É até sacanagem ter uma vida tão curta diante de tanta imensidão. Mas, coloco este exagero aqui apenas para mostrar que existe outro Universo poderosíssimo: o CÉREBRO HUMANO, com bilhões de neurônios e é onde eu devo concentrar-me, trabalhar a minha mente, transformá-la e viver intensamente cada momento, pois isto é tudo que eu tenho como fato concreto… O cemitério é um ótimo lugar para pensarmos na vida…

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