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o-misterio-da-fe.htmlConversei com um amigo cristão muito querido, meu leitor antigo, que me disse que parou de ler os meus artigos porque eu estava muito centrado em mim mesmo, escrevendo na primeira pessoa e que estava fugindo da ‘religião’ e falando de coisas que não eram bíblicas. Fiquei até sem ter o que responder. Há algum tempo, não muito, um jornalista cristão, meu amigo, disse-me para escrever na primeira pessoa e falar das coisas do meu coração, das minhas experiências de vida, de mim mesmo… E que era para eu deixar as ‘pregações’ para os Pastores e Padres e afins… Não é fácil agradar a todos. Não é fácil ‘pensar fora da caixa’ (adoro esta expressão do Ricardo Gondim). Um ‘reverendo’ pastor meu amigo, de quem eu gosto muito, da IBCI, me disse certa vez que sou ‘muito político’. E acrescentou que não era no sentido de política partidária. Eu entendi que ele insinuava que eu gostava de agradar a todo mundo, fazer ‘média’… Talvez seja por meu excesso de polidez… Sei lá. (agradeço muito a ele por nunca ter me chamado para pregar). Eu poderia escrever apenas pensando ‘no que os outros querem ler’… Mas, seria muita falsidade minha. A envelhecência faz a gente ficar indiferente ao que os outros pensam. Talvez o meu problema seja ler muito, estudar muito e ficar ruminando na minha mente o que me faz ficar libertado. O contrário dos costumes brasileiros. Brasileiro tem mania de ‘levar vantagem em tudo’ e de querer ‘ser simpático’ a todo mundo: na congregação, no trabalho, no clube, nas festas… Chegam visitas inesperadas e às vezes indesejadas, já de pijama e doido para ver a novela ou o jornal ou dar uma namoradinha, finge que ficou alegre, ficando todo polido, e que está tudo bem. E ainda tem que servir bebidas e tira gostos. E depois sai falando mal de todos pelas costas, muito ‘educadamente’. (não estou dizendo que não gosto de visitas, mas tem que ser programadas). Fora do Brasil isto não acontece. Parece que isto virou um padrão social por aqui. Pura falsidade. Ser educado e ser franco são coisas diferentes. Adquiri a “franqueza espanhola’ da minha mãe, como dizia o meu pai. Embora digam que franqueza exagerada é falta de educação. E é exatamente porque costumo dizer e escrever o que me vem na cabeça, o que estou sentindo. Ai, viro herege. Dai, prefiro ser eu mesmo, tentando me negar para imitar o meu Mestre, o que não é fácil, buscando sempre mudanças na minha mente, que é o Universo que tenho – a minha transformação… Estou pensando em como continuar a escrever e se devo. Não consigo agradar a Gregos e Troianos…

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