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Árvore da vidaBiblicamente falando (ler Gn 2:9-17 – NVI), no jardim do Éden havia “arvores agradáveis aos olhos e boas para alimento” e que “no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Muito rica esta figura. Está claro que nossa vida é questão de escolha. E ainda, fala de quatro rios que irrigavam o jardim: Pisom, Havilá, Tigre e Eufrates. O rio, ou água corrente, água viva = Vida. A bíblia sugere ao homem para não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque certamente morreria. Claro que não está falando de morte física… Interessante como a Vida (agua do rio – “fonte de água viva”) sustenta as árvores pelas raízes (símbolo da fé) e estas árvores crescem assustadoramente, dão frutos e suas folhas estão sempre verdes, como diz o Salmo 1: “É como árvore plantada à beira de águas correntes: dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!” Mas, porque falar de tudo isso? É porque o que vemos hoje são árvores de ovos de chocolate; o Cordeiro foi substituído por um coelho. A Páscoa não significa nada para a maioria das pessoas. Os judeus foram libertados da escravidão do Egito e houve um ritual na morte do cordeiro (Ex 12:27). Riquíssima esta figura. A nossa Páscoa de hoje também é um memorial de libertação pela morte do verdadeiro Cordeiro, o Filho de Deus. Mas, pouco se vê de libertação. Continuamos comendo da árvore do conhecimento do bem e do mal e sendo escravos de nós mesmos, do nosso ego. Esquecemos que quando escolhemos a “Árvore da Vida” passamos a fazer parte dela, que pela Fé (sintonia – WiFi), pelo “Deus em nós”, somos nutridos pela “agua Viva”: o amor, que é graça pura, de graça. E que não há nenhuma exigência de contrapartida do Amor. Quando mudamos a maneira de pensar enxergamos o Reino, buscamos a Unidade com o Amor, com os irmãos e nossa árvore passa a ser imensa a cada dia (ver ilustração) onde para nos abraçarmos temos que ficar de mãos dadas. E o mais importante, continuamos sendo nós mesmos e tendo a nossa individualidade em liberdade. Pensemos a Páscoa como um ‘nascer de novo’ no espírito, como uma mudança de mente. Feliz Páscoa!

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