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feEita trem bão demais da conta foi a festa junina da casa da Soraya do Lico no último sábado. Grandes anfitriões. Soraya é expert em organizar festas. Ainda há pouco participamos daquela dos anos 60, onde fui incorporado de Morais Moreira. Um pouco antes, festa à fantasia, eu de Mago Merlin e minha mulher de Bruxa Meméia. Alternamos as festas: um dia na Soraya; outro no salão do Paulo da Rita; outro no salão do nosso sítio, Mirante das Águas. Esta turma faz festa até para inauguração de um espeto de churrasco novo. Só alegria. Muita risaiada. Rir é bom demais. O bom da vida é rir, rir muito, rir de tudo. Dançar, cantar, fazer palhaçada… As pessoas deixam de curtir a vida com medo do que os outros irão pensar. O que pensam de nós é da conta de quem pensa. O pensar dos outros não dói na gente, ora. Nossa vida é incerta e é única. A única coisa de que não sabemos de nada é da morte… E da vida depois da vida… Há muita especulação. É questão de fé. “Fé demais”… Alguém me disse ironicamente um dia deste, num encontro de esquina: “nós estamos ficando velhos, não sei como você tem coragem de ficar nestas festas usando fantasias, dançando, cantando nos palcos; não acha que é hora de parar?” Não perdi a compostura e respondi também ironicamente: “velho está você de pensar assim, apesar de ser um ano mais novo que eu. Posso estar muxibado, enrugado, barrigudo, careca e grisalho, mas é só por fora, porque meu espírito não faz aniversário”… Estou aposentado, não vivo mais “das bocas” dos outros, mas continuo fazendo meus negocinhos. Também 45 anos de odonto? Mais uns 10 de rolo e Banda Penetras. Putz! Não paro nunca. E quando vêm insinuar que eu não faço nada, não estou nem ai, porque sei que faço, na hora que eu quero, o que eu quero e do jeito que eu quero. E sempre fiz da vida uma festa. E continuo fazendo. Por bem ou por mal, o que fiz já está feito, a vida não dá marcha à ré, o passado não existe, já morreu, já passou. E depois também, minha vida e meu passado, só interessariam a mim mesmo. Ninguém tem nada com isso. Não há como lamentar o leite derramado. Títulos, medalhas, diplomas, honrarias só servem para ficar no porão. Como sonhei com meu Mestrado… E daí? Passou. Minha tese está cheia de mofo… Aprendi a aceitar as coisas do jeito que elas são. Não há nada como um dia depois do outro. O amanhã também não existe, então não há com o que se “pre” ocupar… Sabe de uma coisa: vou baixar o facho, é melhor falar pouco e saber escutar mais. O silêncio às vezes vale mais do que mil palavras… Fui

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