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03-Porque-a-fe-prejudica-o-individuoEstava analisando como o dinheiro muda o humor das pessoas. Quando fatura algum a pessoa fica alegre, eufórica, sorridente, comemorativa… De repente, tristeza, depressão, desânimo, nervosia danada, irritação exagerada, dando tiro pra todo lado – tudo porque o dinheiro está curto, os boletos estão vencendo e a grana não entra… Ou por desemprego, ou pela inflação e aumento exagerado dos preços diante de um salário que não vale mais nada… O estopim fica curtinho. E o que fazer diante disto? Rivotril? Lexotan? Pinga? Cerveja? Campari? Marijuana? É complicado. Nem padre, nem pastor, nem psicólogo pode resolver isso. Eles não pagam a conta. Poucos conseguem controlar este estado de espírito que invade o seu ser. Sempre defendo ‘viver o instante’, ‘viver o momento’. Realmente é o melhor. Mas, uma dívida não paga e cumulativa com juros e correção, com ameaças de SPC e SERASA coloca qualquer um em desespero; ou um título que vence no dia seguinte e sem nenhum saldo em caixa… Putz! E é o que tem acontecido atualmente em grande escala no Brasil. Quem tem alguma coisa para vender para fazer dinheiro ainda respira mais tranquilo. Mas, quem não tem nada e na maioria das vezes nem salário, entra em pânico. É próprio do sistema capitalista? Sei lá. E agora José? Bate aquele sentimento de inferioridade, de incompetência e porque não dizer ‘de culpa’. E a culpa é a desgraça da vida de qualquer ser humano. Penso assim. Feliz é aquele que acredita que Deus vai pagar a sua conta e não fica brigando com o travesseiro. Eu não creio nisso. Deus não interfere em nada que o ser humano apronta. Não é da alçada dele. Relacionamos com pessoas, com gente, com a sociedade, com a família. Temos um nome a zelar. E imediatamente nos preocupamos muito mais com o que os outros irão pensar, com a discriminação social que podemos ter quando fracassamos e nos bate aquele danado de sentimento de inferioridade. A culpa é um verdadeiro visgo na mente da gente. Não desprega fácil. Em todos os sentidos, digo eu, porque o passado é difícil de ser abandonado. Sempre digo que o passado não existe, já passou, mas quando menos esperamos, assombra os nossos sonhos como um capeta chifrudo, que até pulamos na cama. Eita encrenca danada. E o futuro, que também não existe ainda, também nos atormenta, com aquele boleto assombroso que vence amanhã e o saldo é insuficiente. Mas, sabe de uma coisa, se o passado e o futuro não existem e o amanhã ainda não chegou, comamos e bebamos porque amanhã morreremos… E vivamos a vida. Fui.

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