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feQuiseram apedrejar-me no último artigo. Fui até chamado de ‘irreverente’. E isso eu sei que não sou. Não sou desrespeitoso com as pessoas, com as famílias e nem com a sociedade. Apenas relatei o acontecimento do qual participei com muita alegria e gostei muito. Nunca tive intenção de ofender ninguém e nem de comparar ritos católicos com carnaval. Só notei a coincidência quando recebi umas mensagens bravas falando disso. É a minha maneira de relatar a coisa. Sem nenhuma maldade, sinceramente. Com um pouco de ironia, talvez, é uma figura de retórica própria do meu estilo. Não no sentido de ridicularizar ninguém, mas de causar certa reação no leitor… Na realidade, nada passou de uma informação de fatos (até fotografei tudo) na minha maneira esdrúxula de relatar ruminações… De qualquer forma, perdoem-me os que se sentiram ofendidos, não tive a intenção. “Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa”. Mexi em casa de marimbondo… Tenho muita dificuldade com ‘exterioridades’, depois de tanta busca na minha vida. A vida é feita de escolhas. Cada qual com cada qual. Não precisava também externar nada disso. Vivo defendendo a liberdade. E tenho descoberto que ‘desaprovar uma não-liberdade’ é criar antagonismos e ficar sem liberdade do mesmo jeito. Jesus disse: “não vos submeteis mais a nenhum jugo de escravidão” (Gl 5:1b). Já disse que a única prática da liberdade é a liberdade somente EM CRISTO. Talvez o leitor possa entender mais o meu pensamento agora. A Bíblia me ensinou isso: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). A liberdade é TUDO. E já disse da última vez: “onde está o Espírito, aí está a liberdade” (2 Co 3:17). É tão fácil. O Espírito (com letra maiúscula) é “Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1:27). Alguns poderão dizer: ‘mas, você já escreveu estes versículos no artigo passado’. Sim, estou repetindo para enfatizá-los, pois, parece que os leitores ficaram focados no texto da procissão, o que pode ter invalidado tudo que havia dali para baixo. Só sei que não quero ser piruá de pipoca, que no dizer de Rubem Alves, é a pipoca que recebe todo o fogo ardente e não estoura, ou seja, se recusa a mudar. Pessoa que ‘acha que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas de serem’. ‘Ficarão duras a vida inteira, nunca se transformarão na flor branca, macia e nutritiva’… “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”. (João 12:24). Fui.

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