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feÉ, estou falando muito de mim mesmo… Será que isto é bom? Uma jornalista me disse que deveria escrever poucas linhas e na primeira pessoa… Gostei da ideia. Passo para o papel as macaquices que a minha mente fica gerando quando boto a cabeça no travesseiro. Ruminando… Voltando ao “Tempus fugit” do Prof. Masca, não posso perder o bonde da vida, uai. Estou para me filiar a um partido político e só tenho até 30 de setembro. Oh trem difícil, sô. Não quero ser apenas mais um no meio da turma. Imagino que se for eleito devo comer o pão que o diabo amassou, porque não engulo sapo e não abro mão das coisas em que acredito. Quero fazer diferença, sim. Estou descendo a serra, penso que cumpri meu papel naquilo que me propus a fazer até aqui: 45 anos de Odontologia, mais uns anos de trabalhos anteriores; casado aos 25, 3 filhos, 2 netos por enquanto. Agora, aposentado, quero trabalhar para as causas sociais, ficar a serviço da comunidade de Itaúna. Não é demagogia. Afinal, não é para isso que o político serve? Representar o povo? A discrepância social é grande demais da conta… E a troca de favores do meio político é uma desgraça. Cada um só pensa no seu umbigo e a população que se dane. Sei que há muito oportunismo do lado que se diz ‘discriminado’ também. “O homem é produto do meio”, disse Rousseau. É, pode ser. Mas, muitas vezes por conveniência (quem tem caráter não se corrompe) – ‘para levar vantagem em tudo’, como propagou o Gerson. E pensando bem, este negócio de ‘produto do meio’ é uma boa desculpa para justificar as maracutaias… Na política então, nem se fala. Mas, somos reflexo da nossa sociedade, sem dúvida. E a libertação para a liberdade que Jesus falava incluía isso. Temos que nos libertar dos ‘valores’ que a sociedade nos impõe. Chega de ser ‘vaca de presépio’. A felicidade não está fora de nós… E Deus também não. Podemos muito bem ser feliz com pouco, sem consumismo, sem depender de coisas supérfluas, de comprar e descartar, de comprar por comprar, de comprar para mostrar aos outros que tem… Chega de viver em função do juízo dos outros. Na realidade o que eu descobri com os meus 67 aninhos é que em toda esta bobagem, a minha moeda de compra é a minha própria vida. Quanto desgaste para adquirir uma graninha, consumindo a minha própria vida comprando bobagens para satisfazer o meu ego… Como me disse meu querido amigo Bechelaine: “as pessoas adoram o deus Shopping”… Será que todo mundo tem que passar por isso? Tem que chegar aos 67 anos para descobrir estas coisas? Será? Então, cheguei. Fui.

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