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Bruna e Edu corteMinha sobrinha Bruna filha da minha irmã Rosa do cartório com o Piloto Dentista Marcozan, o foda, e Eduardo Dudu, se deram em casamento no sábado passado. Igreja Católica. Nunca vi tanta naturalidade no cerimonial. Um estilo bem “brunesco”. Bruna é a minha sobrinha que mais se identifica comigo na maluquice… Claro que não deixou de ter certo exotismo… A chamada da abertura da cerimônia nos pistons de Marcelo Colodino e seu parceiro foi sensacional. E depois solaram a marcha nupcial em dueto, às vezes, sem nenhuma semitonação  (o que é bem próprio de piston). Arrepiei os cabelinhos… A entrada triunfante da Bruna com o Marcozan (por sinal numa seriedade que não é dele) e a Bruna toda à vontade, sorrindo e cumprimentando a todos… De Bicas, importaram o Pe. Amarildo, que praticamente é da família, para reger o cerimonial (parece não queria vir, deve ser alergia de Itaúna), mas veio e foi bem objetivo, não ficou naquele falatório desnecessário que ninguém quer ouvir e nem presta atenção. E nem ficou dando conselhos aos noivos, como os celebrantes adoram fazer. E nunca casaram. Coisa chata. Ele foi bem natural. Os noivos mantiveram contato frequente com os participantes, olhavam para trás, riam, ficaram bem à vontade. O ambiente estava totalmente descontraído. Na entrada das alianças, lá vem o meu afilhado Marcos Paulo, irmão da Bruna, cantando a música dela, com apoio do coral. Fez todo mundo melar a maquiagem. Até eu (sem maquiagem, é claro)… O coral foi excelente. Não sabia desta turma da Melissa. E ao final, nós, tios, irmão e sobrinhos da Bruna nos reunimos ao coral, no comando do meu filho Daniel, para cantarmos em várias vozes a música dos Beatles “Hey Jude”, que foi versada para “Edu”, na saída dos padrinhos e dos noivos. E os participantes não se contiveram e bateram palmas ritmadas. Vida de Igreja é isso, gente. Comunhão, alegria. Outra arrepiada dos cabelinhos do dedão do pé… Casamento agradável, não entediante como tenho visto a maioria… A festa no Tropical foi outra coisa impressionante. Decoração, banda, buffet, garçons, drink bar de categoria… Daniel do Waltinho e Beto, no comando de fotografias e filmagens. Grandes profissionais. Quanta alegria. Por que resolvi falar disso? Para aparecer? Para esnobar? Nã, nã, nã… Primeiro para dar a notícia, pela minha alegria. Depois para fazer com que cada um analise o sentimento que teve quando trouxe seu pensamento até aqui: “Que coisa chata! Que cara esnobe! O que eu tenho a ver com isso?” Gostamos de colocar o nosso jeito de ser e até a nossa aparência exterior como paradigma para os demais, não é? Os outros têm que ser iguais a nós… Como julgamos as pessoas por estarem “mal vestidas” segundo o nosso critério? Estava eu, lá no clube, como sempre faço, analisando as pessoas. Que diversidade. Alguns não arredam o pé da mesa. Acho que nem para fazer xixi. Outros, nunca se sentam, andam no meio de todas as mesas cumprimentando e conversando com todos. Outros não saem da pista de dança. Outros não saem do drink bar. Quantos abraços apertados e elogios que eu poderia dizer que eram falsos, eram circunstanciais, eram oportunos, ou até eram sedutores. E daí? Correspondo. Retribuo. Naquele momento causou-me alegria, satisfação. Não pisaram no meu pé! E eu gosto é do momento. O ser humano é muito incoerente. Minha defesa é não pensar no pensamento das pessoas. Não me interessa, ou, não é da minha conta. É deixar fluir. Nada como um dia depois do outro… Muitas vezes o fingimento, a hipocrisia é uma doença. Quem habita a hipocrisia é a insegurança e isso pode gerar maldades… Por isso está muitas vezes associada a fofocas. Somos elogiados na frente das pessoas e quando viramos as costas nos metem o pau. Pode ser inveja… Não tem problema. Foda-se o mundo, não me chamo Raimundo… Cada um de nós tem um tiquinho destas coisas… Muitas vezes elogiamos, abraçamos, lançamos sorrisos e até engolimos sapo para agradarmos o outro. É bom dar alegria ao outro. Às vezes maltratamos uma pessoa porque nos vemos nela e exatamente naquele ponto que odiamos em nós. É isto mesmo. Poucos percebem isso. Isto é muito próprio no meio “religioso”, como disse Jesus: “coam um mosquito e engolem um camelo”… “sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia”. Temos mania de parecermos ser o que não somos. Comemos couve e arrotamos lombo… Portanto, o meu relato é para que cada um avalie o seu pensamento para concluir o tipo de sentimento gerado na sua emoção e que tipo de reação surgiu disso. Não interessa a mim a sua resposta, pode guardá-la para você. Fui.

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