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fe-300x26011Final de ano. Sensação de alívio de tarefas cumpridas. Expectativa de alegria e congraçamento das festas que estão chegando. Pedra em cima do passado e vamos curtir o presente intensamente. Fim de ano gera um sentimento de algo religioso… Natal? Missa do galo? “Adeus ano velho… feliz ano novo”? Aquele ranço religioso de que as pessoas passam o ano inteiro é totalmente apaziguado. Aliás, quando penso em religião fico lembrando como é o comportamento das pessoas. De modo geral, a maioria do povo religioso, tem a essência da sua fé nas proibições das lideranças, acredita em tudo que os pregadores falam, como se fossem os donos da verdade, vivendo uma espécie de vida ‘artificial’, tipo ‘minha religião não permite’, e paralelamente em cima de benzeções, rezas, simpatias, amuletos, horóscopos, cruzinhas, medalhinhas, água benta… Cria uma identidade própria e assegurado de que terá uma recompensa no pós túmulo. Por outro lado, os estudiosos da “fé”, os Teólogos e Filósofos e os ‘Sacadores’ buscam a Fé nas filigranas dos dicionários, na etimologia da palavra, nos livros de teologia, na Bíblia e em coisas muito profundas, que a massa não tem como entender… E os que aprofundam vão perdendo a sua ‘fé” (religiosa)… E vejo claramente, líderes “cristãos” sem embasamento nenhum pelos próprios conceitos bíblicos, como arrependimento (metanoia), novo nascimento, santificação, graça, justificação. Isto sem falar em atonement, parousia, kenosis, koinonia e kairos, graça irresistível, pecado original, amilenismo, soteriologia, hermenêutica, exegese, escatologia, depravação total, arminianismo, imanência, universalismo, teísmo aberto ou monergismo… E até mesmo fé, tem base? E são os ‘pregadores’, que ensinam por ai… Cá pra nós, viver a vida dependendo de regras religiosas, cheias de proibições, igual vaca de presépio… é muita limitação e totalmente infantilizante. “Muito mais ambicioso, o rabi de Nazaré sonhava com um mundo de autonomia individual e de decisões responsáveis: ‘por que vocês não decidem por si mesmos o que é certo?’ (Lucas 12:57)”., escreveu Paulo Brabo. Ah, mas chega de conversa chata, senão do Drinho puxará a minha orelha… O bacana do Natal e do Réveillon é que, no meu entender, deixaram de ser ‘festa religiosa’ há muito tempo, e com isso, há mais congraçamento das pessoas, das famílias, dos amigos, dos companheiros de trabalho. Como parte do que escrevi no Brexó: troca de presentes, abraços, beijos, cantorias, danças, palhaçadas, ceias, bebedeiras… Só alegria! Poucos estão se preocupando se tem festa religiosa no meio ou não. Mas, vemos uma comunhão com a vida, com a felicidade, com a paz. E seja católico, espírita, evangélico, ateu, budista, ou seja lá o que for, há congraçamento, porque neste período não há discriminação religiosa. Eita trem danado de bão… Vamos nos divertir e dar adeus a mais um ano encrencado ou não, com muita alegria, amando e sendo amado, com muitos comes e bebes, aproveitando bastante. Cada um do jeito que lhe aprouver. Fui.

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