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Osdfds discurso de posse da presidenta Dilma na cerimônia de posse no Congresso Nacional foi o mais longo da história. A Chefe discursou por quase uma hora, longos cinquenta e cinco minutos. Aborda isso e aquilo e todos pensando que educação não seria um tema a ser abordado, denotando que a matéria não seria prioridade em seu governo.

 
Dona Dilma anunciou o novo lema do governo: “Brasil, pátria educadora!”. Substitui o duvidoso “País rico é país sem pobreza”.
Aplausos, alvíssaras! Educação é alçada à posição de prioridade não em campanha eleitoral, mas em cerimônia de posse.
Dona Dilma fez questão de explicar uma coisa. Ao escolher educação como lema de governo fica claro – e que fique bem claro – que todas as ações de governo devem ter um caráter educativo, republicano – quer dizer, tudo deve ter por fim o bem comum, o respeito com a coisa pública.

 
Isto faz lembrar um pouco um ditado oriundo de uma aldeia africana: para educar uma criança é preciso o esforço de toda aldeia. É isto que a presidenta quis dizer?

 
Os professores da rede pública esperam há séculos por um salário justo. O discurso da comandante da nação embala de novo o sonho. Mas ela condicionou os investimentos aos recursos conseguidos com o pré-sal. E agora, José? E agora que os preços do petróleo estão caindo? Será que vai ter investimento para melhorar o salário dos profissionais da educação?

 
O novo ministro da educação que viveu uma história de amor e ódio com os professores de seu estado natal – Ceará – diz que sua primeira medida à frente do Ministério da Educação será anunciar o novo piso do magistério, que vai passar de mil e novecentos reais, ou seja, o equivalente a dois salários mínimos e meio.

 
O novo piso a ser pago aos professores é piso, não é teto. Nada impede que prefeitos e governadores paguem mais que o sugerido. O fato é que nem todos os prefeitos e governadores pagam o previsto. Aliás, é comum os chefes dos governos estaduais e municipais chorarem copiosamente toda vez que o novo piso é anunciado e justificam que não tem de onde tirar os recursos.

 
Qualquer pessoa bem intencionada sabe que pagar pouco mais de dois salários mínimos a um professor que cursou uma faculdade por mais de quatro anos é um absurdo. Muitos profissionais, mas muitos mesmo, sem curso superior recebem o equivalente a um professor.

 
A pátria educadora requer professores bem remunerados, que andem de cabeça erguida, que vejam o trabalho como profissão e não como bico.

 
Perguntinha para finalizar: alguém ouviu a chefia falar em salários dignos para os professores?

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Heli Maia é advogado, professor da rede particular e professor concursado e efetivo da rede pública estadual; é graduado em Ciências Sociais e Direito; é pós-graduado em História e mestre em Direito; é autor dos livros “Bullying” e “Atividade empresária e sustentabilidade ambiental”. Contato: helismaia@yahoo.com.br

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