INSTITUTO COTEMAR

Planeta Sustentável: Por que o ribeirão secou???




Olha a tranquilidade da funcionaria da agência de viagem, nem sabe para onde esta indo o jato d’água!!!

Sempre que ando por Itaúna me deparo com cenas chocantes, absurdas, com a cena abaixo, um puro desperdício de água, por preguiça de usar uma vassoura, é fato publico e sabido que agua já não é um recurso não renovável e algumas pessoas ainda o tratam como tal.

 

Por isso hoje vou falar sobre as  VASSOURAS DE ÁGUA:

 

Alguns hábitos estão tão enraizados em nosso comportamento que repetimos de forma impensada. “Varrer” a calçada com água, por exemplo, é um desses comportamentos que vemos com frequência em vários lugares. Esta semana presenciei uma cena que me inspirou a vontade de voltar a escrever sobre o desperdício de água.

Entre minha casa no Piedade e a Lagoinha hoje me deparei com 5 cenas desse tipo. Reparando uma funcionaria “varrendo com água” a calçada em frente a uma agência de viagens (foto). Fiquei algum tempo observando a cena: a pessoa ia lentamente empurrando a sujeira, usando a água para fazer um serviço que poderia ser realizado com uma simples vassoura. Continuei meu trajeto deixando-a executando sua limpeza e desperdiçando dezenas de litros de água.

“Varrer” a calçada com a mangueira é um hábito comum e que traz grandes prejuízos: em 15 minutos são perdidos quase 280 litros de água. Se uma pessoa fizer este serviço pelo menos três vezes por semana, em um ano ela conseguiu desperdiçar mais de 43.500 litros de água. Se este hábito for comum em uma rua com 25 casas, serão mais de 1.000.000 de litros/ano. Imagine quanto representa isso numa cidade de 100.000 habitantes.

Além do prejuízo financeiro que o consumidor será obrigado a arcar, este hábito acarreta diversos impactos negativos ao meio ambiente. Vale pensar também na questão do uso da água, afinal ela chega às torneiras depois de passar por um lento e caro processo de tratamento. Outro problema sério é entupimento de bueiros, já que os resíduos serão empurrados pela água em direção às bocas de lobo. Isso sem contar que, na verdade, algumas pessoas simplesmente limpam a frente de suas casas, empurrando os resíduos para a casa ao lado.

Podemos simplesmente varrer as calçadas com a vassoura e  recolher os resíduos para a coleta de lixo. Se for necessário usar água, uma boa dica é aproveitar a água que sai da máquina de lavar roupas para limpar os passeios. Sempre é possível agir com consciência ambiental e preservar o meio ambiente nas ações mais rotineiras. Basta ter a vontade de mudar hábitos de desperdício. Acabar com as “vassouras de água” já é um ótimo começo.

Seria uma boa ideia nossos senhores vereadores aprovarem uma lei tornado essa pratica uma uma infração e tendo multa como penalidade, já que apenas assim,  mexendo no bolso, as pessoas se conscientizam, vale a pena pelo futuro da nossa água.

 

 

Marcos de Paula Júnior é biólogo formado pela Universidade de Itaúna/2007, especialista em Microbiologia pela PUC-Minas/2011. Lecionou no estado do Pará na escola técnica SOTER 2007 à 2009 onde também morou com Índios da etnia Kyikatejê, desenvolvendo trabalhos de pesquisa em etno-ciência e educacão de 2007 a 2009. Professor na escola técnica Cecon – Itaúna/MG desde 2010, e sócio e consultor ambiental na empresa Ética consultoria.
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Marcos de Paula Júnior
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