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CCkeMJ_WMAE6zsPO Brasil caminha para atingir a meta de redução da emissão de gases do efeito estufa, firmada voluntariamente há seis anos e apresentada na Conferência do Clima das Nações Unidas em 2009, indicam dados da 6ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2015, divulgada nesta sexta-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 
A previsão é reduzir a emissão desses gases entre 36,1% e 38,9% até 2020, com base em valores de referência de 2005. Dez anos antes do prazo final, o país já havia reduzido 52,3% das emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases do efeito estufa, mostra o levantamento do IBGE.

 
“O Brasil se propôs a adotar voluntariamente ações de mitigação de emissão de gases. Tudo indica que o Brasil está se antecipando à meta”, diz Denise Kronemberger, gerente de Estudos Ambientais do IBGE. No último dia 10 de junho, a presidente Dilma Rousseff afirmou em Bruxelas, na Bélgica, que o país já cumpriu 72% da meta definida em 2009.

 
De acordo com os pesquisadores do IBGE, a redução do desflorestamento tem papel importante para o cumprimento do objetivo de uma menor emissão do gás. Especialistas também indicam que o Brasil tem a vantagem da utilização em larga escala de energias renováveis, como a hidrelétrica e os biocombustíveis, o que coloca o país à frente na redução do gás.
Os dados do IDS mostram também que as principais emissões de dióxido de carbono no país em 2010 ocorriam por mudanças no uso da terra e florestas (35%) e pelo setor de energia (54%).

 
Por outro lado, as emissões de outros gases aumentaram entre 2005 e 2010. Além do CO2, o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O) têm forte papel no efeito estufa, uma vez que são capazes de reter na atmosfera, por algum tempo, o calor irradiado pela superfície do planeta. Mas a quantidade absoluta desses gases no ar é muito inferior à emissão de dióxido de carbono, segundo o IBGE.

 
No período investigado, a emissão de metano subiu 4,7%, impulsionada por setores de energia, processos industriais, tratamentos de resíduos e agropecuária. Já no caso do óxido nitroso, o aumento foi de 5,1%, puxado pelos mesmos segmentos, à exceção dos processos industriais, que diminuiu as emissões em 91,7%.

 
FONTE: ESTADÃO

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Marcos de Paula Júnior é biólogo formado pela Universidade de Itaúna/2007, especialista em Microbiologia pela PUC-Minas/2011. Lecionou no estado do Pará na escola técnica SOTER 2007 à 2009 onde também morou com Índios da etnia Kyikatejê, desenvolvendo trabalhos de pesquisa em etno-ciência e educacão de 2007 a 2009. Professor na escola técnica Cecon – Itaúna/MG desde 2010, e sócio e consultor ambiental na empresa Ética consultoria.